Casos de corrupção continuam “engavetados” no judiciário capixaba

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Apesar da Polícia Civil ter desarticulado esquemas de corrupção, os processos ligados as Operações Lee Oswald, Derrama, Pixote e Navajo, dentre outros, continuam “engavetados” no Tribunal de Justiça, o que aumenta a sensação de impunidade.

Nos últimos anos a Polícia Civil  fez várias investigações contra políticos e empresários do Estado. Constatou-se fortes indícios de desvios de dinheiro público. Mas o procurador-geral de justiça, Eder Pontes, estranhamente, não teve a iniciativa de fazer as denúncias em bloco, o que facilitaria as investigações e a instrução dos processos. Ao invés disso, desmembrou as ações, que por sua vez praticamente desapareceram. O TJES que deveria estar acompanhando de perto e verificando quais processos já estão aptos para o julgamento, se fez de “esquecido”.

Além de não acompanhar de forma contundente o andamento dos processos de corrupção, o Tribunal de Justiça vem agindo nos últimos anos com total morosidade o que pode ocasionar prescrições das ações, evitando assim que políticos e empresários corruptos sejam condenados.

Por outro lado, os poucos magistrados que estavam tocando com veemência as ações de corrupção, hoje estão recebendo ameaças de morte. Não é toda a magistratura que faz parte dessa possível morosidade institucionalizada, pois existem juízes que desempenham seus trabalhos buscando que  a justiça capixaba seja eficiente e cumpra o que determina a Constituição Federal, respeitando prazos e garantindo os julgamentos, porém ao que parece são poucos.

É preciso que o Tribunal de Justiça exerça seu papel constitucional e realize em tempo hábil os julgamentos necessários para que os envolvidos em corrupção não sigam impunes. Não podemos chegar ao extremo de necessitar de outra Operação Naufrágio no judiciário capixaba.