BME, comandado por Casagrande, atira, prende e agride população e jornalistas, mas “libera” vândalos

Por um serviço público de qualidade é o tema do IV Congresso do Sindipúblicos
20 de julho de 2013
Arraiá na Fonte Grande cobra respostas do governo
24 de julho de 2013

bmeAs cenas do último dia 19 de julho só comprovam a ação desastrosa do BME, a comando do governador Casagrande, para tentar conter as manifestações populares. No lugar de ações efetivas que atendam a pauta de reivindicações entregue ao governo em reunião com os manifestantes no último dia 02 de julho, o executivo respondeu com violência à toda população indiscriminadamente.

Acostumado a enrolar os servidores e a sociedade, com reuniões e mais reuniões, e sem nenhuma negociação ou atitude, mas simplesmente mantendo imposições, o povo não aceitou a atitude do governo e continua nas ruas.

Após o governador e os deputados estaduais terem combinado sorrateiramente a defesa do pedágio da Rodosol, a população saiu novamente às ruas no último dia 19 de julho e foi violentamente atacada por balas de borrachas, spray de pimenta e gás lacrimogêneo.

Passado alguns dias da ação repressiva, questionamentos continuam sem explicação:

– Muitos filmaram, fotografaram e presenciaram vândalos com machadinhas quebrando pedras portuguesas bem antes dos demais manifestantes chegarem ao Palácio Anchieta. Por que o BME não agiu imediatamente?

– Um manifestante chegou a entrar no Palácio, mas mesmo com centenas de policiais em seu interior, a PM foi “ineficiente” em detê-lo?

– O Secretário de Segurança, André Garcia, em reunião com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sindijornalistas/ES e Sindiradialistas/ES garantiu que jornalistas, profissionais da imprensa e manifestantes que estivessem registrando os fatos não seriam agredidos. No entanto, uma jornalista foi presa, e dois cinegrafistas foram atingidos por bala de borracha a queima-roupa. No momento da agressão dos cinegrafistas, nossa equipe de comunicação e diretores do Sindipúblicos estavam presentes e também foram alvo dos tiros, presenciando o BME atirar sem respeitar nenhum protocolo. No lugar de atirar para o chão, atiraram contra a imprensa.

– Mesmo condenado pela ONU e demais organizações internacionais de Direitos Humanos, o BME capixaba estava com armas letais. Relatos e filmagens monstram que policiais chegaram a ameaçar manifestantes.

– Quais eram as orientações para a prisão das pessoas? Muitos suspeitos foram liberados e trabalhadores, como o caso de dois servidores públicos e profissionais da lanchonete “Zé Coxinha”, que saiam de seus locais de trabalho, foram abordados e presos. Ao todo 60 pessoas foram presas.

– A polícia é militar, e por isso recebe ordens, quem deu essas ordens de ataques indiscriminados à população após toda a quebradeira ocorrer?

– Sendo a ação do BME realmente legítima, qual o motivo dos policiais agredirem quem tentava filmá-los, fotografá-los? Seria porque estavam sem identificação, seria porque estavam armados com armas letais, seria porque a polícia estava mascarada?

O Sindipúblicos repudia qualquer cerceamento à liberdade de imprensa e de expressão e ações violentas contra a população. Defendemos um Estado Democrático de Direito que se faz com ações que atendam a sociedade. Não adianta apenas o discurso. É preciso que as promessas se concretizem.

Precisamos de um governo que respeite o Estado Democrático de Direito e a população, e não que defenda com tanto clamor um contrato cheio de vícios e de irregularidades, como o da Rodosol, que financia campanhas políticas em detrimento da sociedade.