

Enquanto os servidores terão uma revisão geral anual de seus salários de 4,5%, o alto escalão do Estado, incluindo o próprio governador, diretores de autarquia e secretários, viram seus salários serem reajustados bem acima do índice proposto aos demais servidores.
Segundo o PLC 72/2023, aprovado em dezembro do ano passado, o salário de diretor-geral ou diretor-presidente passou de R$ 10.749,69 para R$ 18.194,03 a partir de janeiro deste ano. Um aumento de praticamente 70%!
Já o governador Renato Casagrande teve seu salário aumentado de R$ 30.971,84 em 2022 para R$ 33.006,39 em 2024, com previsão de chegar a R$ 34.774,64 em 2025 segundo o PLC 1020/2023 aprovado no final do ano passado. Que também reajustou nos mesmos índices o salário do vice-governador. Ou seja, 6,7% de 2023 para 2024 e 5,3% previstos para 2025.
Já o secretariado, os salários passaram de R$ 20.076,99 em 2022 para R$ 24.644,26. Um aumento de 22%.
Enquanto isso, o salário dos servidores públicos sofrem com perdas históricas sem ter tido a devida recuperação e mesmo com o governo estadual apresentando um dos melhores momentos econômicos em toda sua trajetória, com bilhões em caixa, o governador Renato Casagrande anuncia um índice abaixo da inflação: 4,5%.
Os servidores públicos estaduais representados por suas entidades estarão unidos para cobrar dos deputados estaduais uma revisão do valor proposto.
“Todos somos servidores, inclusive o governador, secretariado e dirigentes de autarquia. Não há justificativa aceitável para reajuste diferenciado. Queremos isonomia! Que nos conceda os 6,7% como foi garantido ao governador. Vamos cobrar isso dos deputados para ser feito uma emenda nesse sentido. Precisamos de mobilização da categoria nas redes, cobrando do governador e dos deputados essa isonomia. O governo estadual deveria seguir o exemplo do governo Lula, que está negociando um reajuste em torno de 19% aos servidores federais recompondo as perdas históricas.” destacou Iran Caetano, presidente do Sindipúblicos.