
Há praticamente 50 anos, na madrugada do dia 31 de março de 1964, um Golpe civil-militar abalava as estruturas democráticas do Brasil, com a destituição do cargo e exílio do então presidente João Goulart – eleito pelo voto popular-, cassação de mandatos políticos, institucionalização da censura à mídia e da prisão, tortura e extermínio dos opositores ao regime ditatorial. Por 21 anos o país viveu sob a tutela das armas e da violência.
Agora, para marcar a data, os movimentos sociais e sindicais, que sempre lutaram contra a opressão do Estado, vão ‘descomemorar’ este meio século de ditadura militar com uma extensa programação aberta à toda população, que será realizada, de março a maio, em vários locais de Vitória, confira:
Março a maio de 2014
Março
27/03 – Roda de Conversa – Auditório da Secretaria Estadual de Assistência e Direitos Humanos, a partir das 16h.
28/03 – Sessão Especial na ALES para lançamento do livro “Ditaduras não são Eternas”, de João Amorim, e da comunidade” Rádio Marighella”. Uma atividade promovida pelas Comissões da Memória e Verdade de várias entidades capixabas, na Assembleia Legislativa, a partir das 18h30.
O mês de março se encerra com um Luau na Curva da Jurema, no dia 28, a partir das 21h30.
Abril / Maio
Um grande Ato Político: “50 anos de Resistência ao Golpe de 1964” está programado para ser realizado na Praça Costa Pereira, às 17h. A manifestação percorrerá três pontos emblemáticos da região da Costa Pereira: meio da Praça (área tradicional de protestos populares), em frente ao prédio do antigo IAPI- onde funcionou a sede da agência do Serviço Nacional de Informações (SNI), em Vitória, e, por fim, o encerramento em frente ao monumento alusivo aos desaparecidos políticos.
A programação continua com seminários, palestras, exposições, lançamentos de livros e exibição de filmes e documentários. O Cine Metrópolis, na Ufes, de 22 a 25 de abril e de 05 a 09 de maio, sediará a Semana de Resistência – 50 anos do Golpe, com uma mostra de filmes selecionados pela da Comissão da Anistia do Estado (EMES).
As atividades estão sendo organizadas por diversos movimentos sociais e sindicais, entre eles o Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo, as Comissões da Memória e Verdade que atuam no Estado, o Fórum Capixaba da Memória e Verdade, a OAB, partidos políticos e Ufes, Arquivo Público e Secretaria Estadual de Direitos Humanos.