

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou recentemente que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) em janeiro foi de 0,31% e ficou 0,09 ponto percentual abaixo da taxa de 0,40% em dezembro. Sendo registrado nos últimos 12 meses, a variação do IPCA-15 de 4,47%.
Outro dado a se destacar é o Superávit de R$ 797,6 milhões alcançado pelo Espírito Santo no ano de 2023. E que ainda tende a ser superado em 2024 visto a recuperação da receita proveniente do ICMS até então reduzida durante o período de pandemia. Só de ICMS em 2023 foram arrecadados R$17,7 bilhões.
Todos esses dados, que demonstram estabilidade econômica, reforçam o pleito dos servidores ao governo estadual para que realize a recomposição das perdas salariais históricas, que desde 01/2019 até dezembro de 2022 somam 21,29%*.
Durante a aprovação do último reajuste, o Sindipúblicos divulgou documento cobrando do “Governo do Estado do Espírito Santo que adote uma real e efetiva política de valorização do funcionalismo público estadual, que possa reverter o desolador cenário de empobrecimento e desvalorização pelo qual passam os servidores públicos do Espírito Santo”.
Apesar da recomposição de 5% nos salários dos servidores, e do reajuste no auxílio-alimentação para R$600 e das diárias para R$220, ainda assim, esses valores estão bem aquém das perdas acumuladas e das necessidades de sobrevivência dos servidores públicos e seus familiares.
“Antes a justificativa do governo era a questão econômica e a pandemia que impedia uma valorização real dos servidores. Estamos com vários índices econômicos positivos, tanto em nível federal, quanto estadual, o que favorece essa reparação histórica aos servidores que será um dos focos da nossa Campanha Salarial 2024” comenta Iran Caetano, presidente do Sindipúblicos.
O Sindicato reforça a importância dos servidores estarem unidos e participativos nas ações da Campanha Salarial, já programadas. Participe!
*Perdas salariais calculadas com base no IPCA/IBGE de 01/2019 à 12/2023 (32,79%), subtraídos os três reajustes concedidos pelo Governo Casagrande de 3.5% em 2019, 6% em 2022 e 5% em 2023, somados 3% referente a alteração da alíquota previdenciária prevista na Lei 931/2019.