
Parte da marquise do prédio do IPAJM caiu nesta quarta-feira (20), por volta das 11h, causando um rasgo na cobertura feita de zinco, anexa à sala da presidência. Os pedaços (foto) pesam em torno de 3 quilos e caiu de uma altura de mais de 10 metros.
Os servidores estão aliviados pelo reboco não ter caído em cima de alguém, já que o local é de grande circulação, mas estão apreensivos e com medo de novos incidentes. Todos os três prédios do IPAJM apresentam problemas, como grandes rachaduras, vazamentos, goteiras, fiação exposta entre outros que colocam em risco a vida dos servidores.
“O prédio está em decomposição. A situação é caótica. Rezo sempre antes de vir trabalhar. Reconhecemos o empenho da presidência, mas estamos colocando nossas vidas em risco neste lugar. Em nossa opinião, todo o prédio já deveria ter sido interditado. Qualquer um vê isso. Se fosse um prédio privado já teriam interditado. Esperamos não acontecer mais nada grave até a mudança”, desabafa um servidor.
José Elias Marçal, presidente do IPAJM conversou com nossa equipe de reportagem e reafirmou a preocupação e o empenho em desocupar com urgência o atual prédio. “Estamos sim muito preocupados. O governador já deu prioridade para a mudança. No momento do incidente, eu estava inclusive no prédio que já está sendo adaptado para abrigar temporariamente o IPAJM. Imediatamente acionei o IOPES que vistoriou a atual sede e reafirmou a necessidade de demolição dos atuais prédios do Instituto.
Os bombeiros também condenaram, mas garantiram que não corre risco de desabar. Já interditamos o local do acidente e solicitamos um reparo imediato ao IOPES que está providenciando uma rede de amparo para evitar que novas quedas do reboco possam vir atingir alguém”.
Sobre a mudança para o novo prédio, Marçal reforçou que depende dos proprietários finalizarem as adequações técnicas solicitadas pela Prefeitura de Vitória e Bombeiros. “Estamos trabalhando para mudarmos até abril. Estamos preocupados em oferecer total conforto e segurança para todos que circulam pelo Instituto. Serão em torno de 2,6 mil metros quadrados, em cinco andares, com dois elevadores, um refeitório e auditório para 200 pessoas. A perícia também irá funcionar no mesmo prédio, facilitando a vida dos servidores”.
Quanto a uma sede própria, Marçal adiantou que o Iopes já está estudando o projeto. “Visitaram o Paraná Previdência, considerado modelo na área, e começaram a planejar como poderíamos ter uma estrutura semelhante. Imediatamente após nossa saída, os três prédios serão demolidos e terão início as obras de uma nova sede própria no mesmo local, que deverá ser construída em três anos. Estamos em uma região de fácil acesso e com terreno próprio, não justificaria sairmos daqui.”
Histórico
A situação de degradação dos prédios do IPAJM não é nova. O Sindipúblicos desde 2007 alerta às autoridades competentes para que tomem providências. Em 20 de setembro de 2012, um novo ofício foi enviado ao Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo reforçando as denúncias anteriores.
“Garantir segurança e integridade física aos servidores é dever do Estado. E não é apenas o IPAJM que está em situação de risco. Os servidores colocam suas vidas em risco ao atuar em diversos prédios do Estado que não oferecem a mínima condição. Um fato como o desta semana é inaceitável, demos sorte de ninguém ter ferido, mas poderia ter ocorrido até mesmo uma morte devido ao tamanho do reboco e a altura de onde caiu. Continuaremos lutando e exigindo que esse quadro seja revertido imediatamente” destaca Gerson Correia de Jesus, presidente do Sindipúblicos.