Após extinguir 500 turmas, Hartung segue cartilha de Alckmin e inicia fechamento de escolas

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fechamento escolas

Dias após o encontro organizado pela Rede Gazeta nas montanhas capixabas, onde Hartung e Alckmin estiveram reunidos, o governo capixaba anuncia o fechamento de escolas no Estado, seguindo o modelo adotado em São Paulo e que tem gerado críticas de toda comunidade escolar.

A denúncia partiu do deputado Sérgio Majeski, que desde o início do ano realizou levantamento onde aponta centenas de salas de aula que foram unificadas e extintas, causando graves prejuízos ao ensino, já que quanto maior o número de alunos em uma sala, menor o índice de aprendizado, segundo os princípios da pedagogia.

Como se não bastasse a junção das turmas, a Secretaria de Estado de Educação teria encaminhado comunicado à direção de várias escolas orientando os diretores não realizarem novas matrículas no período noturno para o ano letivo de 2016, entre outras restrições.

O objetivo do governo estadual seria gradualmente fechar turmas do Ensino Médio (especialmente o noturno); extinguir as turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e redirecionar turmas do Ensino Fundamental (separando por turno ou por escola).

Uma das primeiras escolas a serem fechadas, seria a Estadual Maria Ericina Santos, localizada no morro da Santa Clara, no Parque Moscoso. Foi preciso os alunos fechar uma avenida para chamar a atenção da sociedade. Segundo a comunidade escolar, sem nenhuma discussão prévia, receberam a informação que a partir do próximo ano a escola deixaria de funcionar com todos os alunos transferidos.

Situação semelhante vivem alguns alunos do norte do Estado, onde há probabilidade de escolas também serem extintas ou terem turmas unificadas, entre essas está a Conde de Linhares, que mesmo após rejeição da comunidade escolar, o governo tenta implantar o modelo “escola viva”, ocasionando transferência de alunos e extinção de turnos e turmas.

Até o momento, segundo levantamento realizado pelo deputado Majeski, o governo Hartung já teria fechado mais de 500 turmas em todo o Estado, sem nenhum tipo de acompanhamento isento dessas mudanças.

Em São Paulo, a reação dos estudantes quanto a implantação desses modelos também adotados por Geraldo Alckmin foi enfática ocupando as escolas que seriam fechadas ou com previsão de mudanças drásticas na oferta de turmas. No Espírito Santo será preciso os estudantes se mobilizarem ocupando também as escolas estaduais para tentar um diálogo junto ao governo? É necessário que o sindicato da categoria, a sociedade civil organizada, o Ministério Público Estadual e inclusive o Ministério Público Federal, já que o ensino estadual recebe verbas federais, acompanhem todo o processo para evitar prejuízos à sociedade.

Com informações de Século Diário e do site da Ales