
Nesta quarta-feira (24), durante a Semana Nacional em Defesa da Educação Pública, Agentes de Suporte Educacional de todo o Espírito Santo se reuniram em assembleia para discutir sobre o governo do Estado não responder às reivindicações da categoria encaminhadas há um mês.
Os profissionais avaliaram como falta de respeito a atitude da Seger de até o momento, não ter aberto negociação e definiram pelo início imediato de atos públicos e protestos para mostrarem sua indignação. Existindo a possibilidade de deflagrarem um processo de greve.
Após a assembleia, os Agentes de Suporte Educacional saíram em passeata pelas ruas do Centro de Vitória, parando em frente à Seger, Ed. Fábio Ruschi, e ao Palácio da Fonte Grande, na Rua Sete. Durante todo o trajeto eles discursaram à população mostrando o descaso do governo estadual com a educação pública.
“Não aguentamos mais. Temos uma carga horária excessiva, trabalhamos sob pressão, sofremos muitas vezes assédio por parte de diretores, a maioria se achando donos das escolas, e ganhamos um dos mais baixos salários do governo estadual” desabafa um servidor.
Os profissionais reivindicam um Plano de Carreiras que possa corrigir as atuais distorções fazendo o alinhamento de seus cargos à Nova Política de Pessoas implementada pelas leis 637 E 640/2012.
Uma das principais reclamações da categoria é sobre o acúmulo e desvio de funções, muitos servidores realizam tarefas de outros profissionais com atribuições superiores, mas ganham uma remuneração menor. Também denunciaram a alta rotatividade de DT’s, fazendo-se necessário concurso público imediatamente.
Durante a assembleia, os Agentes de Suporte Educacional também discutiram a necessidade de melhores condições de trabalho; revisão do auxílio-alimentação; auxílio transporte, considerando que muitos utilizam o transporte intermunicipal; compensação de horas extras (banco de horas); possibilidade de remoção, conforme previsto na LC 46/94.
Os servidores ainda deliberaram dois novos atos: uma panfletagem na próxima terça-feira (30), às 14h em frente à Assembleia Legislativa e no dia 07 de maio, assembleia e grande manifesto.
O Sindicato defende que o Estado crie uma política que valorize os profissionais administrativos escolares. “Acreditamos que só com valorização de todos os profissionais da educação é que teremos uma significativa melhoria na sociedade. É fundamental o Governo respeitar os trabalhadores da educação”, comenta Gerson Correia de Jesus.
Pauta de Reivindicações
1) Alinhamento do cargo de Agente de Suporte Educacional à politica de recursos humanos implementada pelas leis 637 e 640/2012;
2) Melhores condições de trabalho (Há falta de material, água, luz, etc);
3) Revisão do auxilio-alimentação;
4) Auxilio transporte, considerando utilização de transporte intermunicipal;
5) Compensação de horas extras (banco de horas);
6) Possibilidade de remoção, conforme previsto na LC 46/94;
7) A realização de concurso público imediatamente.