A reconstrução do Brasil exige uma forte redução da taxa Selic

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Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, durante sessão de debates temáticos no Senado para discutir juros, inflação e crescimento. Foto Lula Marques/ Agência Brasil.

Copom baixou a taxa de juros em apenas 0,5%. Para a CUT manter a Selic num patamar de 13% impede o crescimento econômico e a geração de emprego e renda.

Conforme temos divulgado, a redução da taxa Selic é fundamental para a melhoria da economia e consequentemente os investimentos públicos, visto que os juros da dívida pública pagos pelo Estado, também teriam redução.

Desde 2021, com a política monetária do governo Bolsonaro, a Selic passou de 2% chegando a 13,75% em setembro de 2022, mantendo esse patamar até esta terça-feira, 02 de agosto, quando foi reduzida para 13,25%. 

Essa redução de 0,5% é reflexo, dentre outras ações, da mobilização das entidades sindicais que vêm cobrando uma política de juros que beneficie a população e promova o dinamismo da economia nacional

No entanto, é preciso ir além, com uma redução que de fato atenda aos anseios da sociedade, defesa essa da CUT e demais Centrais Sindicais, referenda por este Sindipúblicos. 

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Leia na íntegra a nota da Central Única dos Trabalhadores:

A reconstrução do Brasil exige uma forte redução da taxa Selic

Apesar da significativa melhoria de todos os indicadores macroeconômicos, o Comitê de Política Monetária (Copom) faz um corte muito abaixo do possível e necessário na taxa Selic, mantendo as taxas de juros nas alturas e seu sistemático boicote ao povo brasileiro.

A redução de apenas 0,5% em uma taxa Selic que vem sendo mantida em patamares superiores a 13% desde agosto de 2022 continua sendo inaceitável. Esta posição intransigente por parte de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central tem sido uma forma de fazer oposição sistemática ao governo federal e ao crescimento econômico.

As medidas adotadas pelo governo do presidente Lula reduziram a inflação, valorizaram o real, aumentaram a produção interna e reduziram o desemprego para 8%, o menor percentual dos últimos oito anos. Além disso aprovou o novo arcabouço fiscal e a primeira fase da reforma tributária na Câmara dos Deputados. Neste contexto, é injustificável manter a taxa Selic em patamares superiores a 13%.

Um crescimento econômico e uma geração de emprego e renda mais pujantes só não ocorrem devido à manutenção da taxa Selic em patamares superiores a 13%. As taxas de juros nas alturas sangram os cofres públicos e emperram o consumo e uma retomada mais forte do crescimento.

Melhorias são constatadas em todos os indicadores. Mesmo em plena deflação, o Banco Central insiste em atender os interesses dos banqueiros e agiotas. A taxa Selic já deveria ter despencado, o que favoreceria a redução das taxas de juros e a ampliação da oferta de crédito a taxas reduzidas, fatores essenciais para um crescimento mais vigoroso da economia e para a melhoria da qualidade de vida de trabalhadoras e de trabalhadores.

A Central Única dos Trabalhadores manifesta seu repúdio à redução de apenas 0,5% da taxa Selic e à projeção de especuladores e rentistas de uma redução lenta e gradual que chegue a 9% apenas em janeiro de 2025. A manutenção elevada da taxa básica de juros continua sendo uma estratégia do presidente do Banco Central para dificultar o projeto de reconstrução do Brasil com melhores condições de vida para a classe trabalhadora.

Nesse sentido, conclamamos toda a base da Central, todas as organizações da sociedade brasileira

e poderes constituídos para que solicitem que o Senado Federal tome as medidas cabíveis para retirar da presidência do BC um inimigo do Brasil.

Somos fortes. Somos CUT.

São Paulo, 02 de agosto de 2023

Direção Nacional da CUT

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