

Por Adolfo Brás Sunderhus*
É importante trazer um breve e rápido comentário histórico sobre a origem do serviço público e do servidor (a) público no Brasil, que tem seu início com a família real em 1808. Para mais adiante Getúlio Vargas (1933-1943) consolida administrativamente este serviço. A partir daí o estado passa por diversas formas de organização desta estrutura como concursos públicos, regulamenta direitos e obrigações, até chegarmos ao regime jurídico único (Lei 8.112/90) e a estabilidade constitucional de 1988.
Este breve histórico nos mostra que a função do (a) servidor (a) público é servir à comunidade, a sociedade e não a governos, buscando entender e atender às necessidades coletivas de forma justa e imparcial. Portanto é muito mais do que um simples cargo de trabalho individual, pois a ação pública tem o poder de transformar e revolucionar vidas a partir de políticas públicas estruturantes, contribuindo para o desenvolvimento sustentável de todos (as).
No Incaper, os (as) servidores (as) são desafiados frequentemente a enfrentar questões sociais e de impacto produtivo, econômico e ambiental buscando mudanças que contribuam com a inclusão dos agricultores (as) familiares, com a melhoria da gestão da unidade produtiva, com o aumento da produção e da produtividade, com os processos de transformação dos alimentos e das diversas formas de mercado e comercialização, integrando o conhecimento e o saber das pessoas da roça com o saber científico e os avanços tecnológicos, capazes de minimizar os efeitos das mudanças climáticas e vencendo as desigualdades sociais e econômicas.
A valorização destes profissionais com investimentos em capacitação continuada, condições de trabalho reais e valorização salarial são essenciais e fundamentais cabendo esta responsabilidade ao gestores públicos do executivo, para que possam exercer suas funções de forma plena e eficiente, permitindo que todos (as) estejam, não adaptados e subservientes a violência e ao descaso do poder público, mas sim plenamente engajados, inovando e enfrentando todos os desafios na possibilidade de construir de forma coletiva, para roça e para cidade, um futuro sustentável e melhoria de vida.
*Eng.º agrônomo – CREA ES 2146/D; operário da Terra; diretor administrativo ASSIN – Gestão 2024/2026
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