

Em uma assembleia com ampla participação, tanto online quanto presencial, os servidores foram unânimes em rejeitar a proposta da Seger de alteração na carreira do Iases.
A proposta da Seger, encaminhada à Assembleia Legislativa sem diálogo com o Sindicato, prevê a criação do cargo de assistente jurídico e a unificação dos cargos de pedagogo, psicólogo, assistente social, nutricionista, terapeuta, ocupacional e assistente jurídico no único cargo, chamado de Técnico de Nível Superior Socioeducativo.
Os servidores destacaram que a junção de todos os cargos viola a resolução do CONANDA número 119, na lei do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo número 12.594 de 2012.
Além disso, temem que a proposta da Seger poderá acarretar maior precarização no Iases e má qualidade na socioeducação. “Não vejo o Iases no radar do governo. E agora eles apresentam essa proposta? Estamos com uma política pública de socioeducação obsoleta. Temos que colocar o dedo na ferida, mas somos verdadeiras prisões. Conclamo a direção do Iases para rever essa proposta. Imagina, quando faltar profissional, falta psicólogo, por exemplo, irão colocar qualquer outro no lugar. Sendo que assistente social, não irá suprir a demanda de psicólogo e vice-versa, mas, na prática, irão fazer isso” alerta um dos servidores presentes.
Outra questão denunciada pela presidenta em exercício, Renata Setúbal, é sobre a falta de diálogo na construção do projeto. “Mais uma vez não houve nenhuma discussão prévia. Não escutaram os servidores, o Sindicato, faz esses projetos nos gabinetes deles sem nenhuma consulta e além de prejudicar os servidores, precariza todo serviço público, nesse caso a socioeducação”.
Diante das ponderações contrárias à proposta da Seger, os servidores elegeram uma Comissão para estar à frente das discussões sobre o assunto e também deliberaram para que essa elaborasse um documento com as justificativas dos servidores para protocolar solicitando a suspensão da tramitação na Ales.
Iran Caetano, presidente licenciado, reforçou que “precisamos da participação de todos para barrar esse projeto. Os servidores do Iases precisam estar mobilizados para que juntos possamos suspender essas mudanças propostas pela Seger”.