14º salário | Isenção do IR para até R$ 5 Mil aumenta poder de compra e fortalece economia

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta terça-feira (18) que a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil mensais poderá representar uma renda extra equivalente a um 14º salário anual. “Um trabalhador que ganha entre R$ 4 mil e R$ 5 mil terá uma economia ao longo de 12 meses que equivale a quase um salário mensal. Isso é muito importante para as famílias”, afirmou Haddad durante um evento na fábrica da Toyota, em Sorocaba (SP).

Benefícios para Trabalhadores e Economia

A medida, que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional, prevê isenção total para rendas de até R$ 5 mil e descontos parciais para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. Caso aprovada, entrará em vigor em 2026, beneficiando cerca de 10 milhões de trabalhadores. Além de aliviar a carga tributária, a proposta deve estimular o consumo no comércio e serviços locais, fortalecendo a economia.

Tadeu Guerzet, diretor de comunicação do Sindipúblicos, destacou o impacto positivo da medida: “Além de proporcionar mais dinheiro no bolso da maioria dos brasileiros, essa iniciativa estimulará o consumo, ampliará a arrecadação de impostos e permitirá ao governo investir em políticas públicas e na valorização dos servidores. Trata-se de uma ação que beneficia toda a sociedade.”

Justiça Fiscal e Redistribuição de Renda

Para compensar a perda de R$ 27 bilhões anuais de arrecadação gerada pelo IR dessa faixa etário, o governo propõe aumentar a tributação sobre os 0,1% mais ricos da população. Isso inclui taxar dividendos de empresas acima de R$ 600 mil e remessas de dividendos ao exterior. “Vamos beneficiar 10 milhões de brasileiros, e quem vai pagar são 141 mil pessoas que ganham acima de R$ 600 mil por ano. Não há política mais justa do que essa”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Haddad reforçou que a proposta é fiscalmente equilibrada e busca justiça social. “Não se trata de arrecadar mais ou menos, mas de garantir que famílias nessa faixa de renda tenham um alívio financeiro ao final do mês”, explicou o ministro.

Impacto no Bolso dos Trabalhadores

A nova regra trará alívio financeiro significativo. Por exemplo, um professor com salário de R$ 4.867,77 economizará R$ 3.970,18 anualmente, enquanto um autônomo que recebe R$ 5.450,00 terá uma economia de R$ 3.202,50 por ano. A medida também beneficiará assalariados, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS, reduzindo a carga tributária para a classe média e trabalhadores de baixa renda.

Com a ampliação da faixa de isenção do IR, o governo espera promover inclusão social, aquecer a economia e garantir maior poder de compra para milhões de brasileiros. A proposta agora segue para análise no Congresso Nacional.

Entenda as novas faixas de IR proposta:

  • Quem recebe até R$ 5.000: isenção total, economia anual de R$ 4.356,89
  • Quem recebe R$ 5.500: desconto de 75%, economia anual de R$ 3.367,68
  • Quem recebe R$ 6.000: desconto de 50%, economia anual de R$ 2.350,79
  • Quem recebe R$ 6.500: desconto de 25%, economia anual de R$ 1.333,90
  • Quem recebe acima de R$ 7.000: As alíquotas progressivas de 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%, permanecem conforme é hoje em dia, sem aumento

Exemplos

  • Um motorista que ganha R$ 3.650,66 por mês deixará de pagar R$ 1.058,71 de IR ao ano.
  • Um professor com salário de R$ 4.867,77 economizará R$ 3.970,18 anualmente.
  • Um autônomo que recebe R$ 5.450,00 ganhará em um ano mais R$ 3.202,50.
  • Uma enfermeira com salário de R$ 6.260,00 terá uma economia anual de R$ 1.822,01.

Novas tributações de Super Ricos:

  • Renda anual entre R$ 600 mil e R$ 750 mil: alíquota de 2,5%, imposto mínimo a pagar de R$ 18.750
  • Renda anual entre R$ 750 mil e R$ 900 mil: alíquota de 5%; imposto mínimo a pagar de R$ 45 mil
  • Renda anual entre R$ 900 mil e R$ 1,05 milhão: alíquota de 7,5%, imposto mínimo a pagar de R$ 78,75 mil
  • Renda anual entre R$ 1,05 milhão e R$ 1,2 milhão: alíquota de 10%, imposto mínimo a pagar de R$ 120 mil

 

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Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil