

O Governador Renato Casagrande publicou na última quarta-feira, 30 de setembro, no Diário Oficial o DECRETO Nº 1212-S em que “Declara Estado de Calamidade Publica no Estado do Espirito Santo decorrente de desastre natural classificado como grupo biológico/epidemias e tipo doenças infecciosas virais”.
A publicação ocorre após o Estado ter tido um aumento exponencial na taxa de contaminação, ultrapassando na Grande Vitória e Região Serrana o limítrofe seguro e um dia após o Estado ter divulgado as normas para retorno às aulas presenciais
“Como estamos em Calamidade Pública sendo que o governo está abrindo tudo até mesmo as escolas colocando milhares de professores em risco. O decreto fala de mais de 3 mil mortos mas decretar calamidade, mas ignora esse mesmo dado na reabertura de escolas e retorno de demais atividades presenciais como no serviço público?” comenta Tadeu Guerzet, presidente do Sindipúblicos.
O decreto de Calamidade Pública destaca a quantidade de 123 mil infectados pelo novo coronavírus (COVID-19) e 3408 óbitos decorrentes da pandemia.
Além disso, o retorno das atividades no geral confronta com os recentes dados divulgados em que o Estado apresenta aumento na taxa de contaminação, em especial na Grande Vitória.
Além do retorno escolar, a população também denuncia o aumento na superlotação dos ônibus, com coletivos cheios. “A situação na pandemia só piorou. Os ônibus andam cheio e continuaram. No lugar de aumentar a quantidade, para favorecer o empresariado, o governo reduz a frota mantendo a população em risco” comenta Paulo Rocha, usuário do Transcol.
Explode Taxa de Contaminação
Conforme divulgado por Século Diário, o Espírito Santo atende a apenas dois dos sete indicadores estabelecidos pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) para uma reabertura com um mínimo de segurança sobre controle dos surtos da Covid-19.
Conforme estudo do professor em Matemática Etereldes Gonçalves Junior, a taxa de transmissão apresenta grave risco à reabertura das escolas diante ao exponencial aumento nas ultimas semanas.
Na região metropolitana, o Rt passou de 1, quando se configura um aumento do número de casos. “Enquanto o Rt estiver abaixo de 1, mesmo que suba um pouco de uma semana para outra, significa que o número de casos está diminuindo, variando apenas a velocidade com que diminui. Acima de 1, significa que o número de contaminados passa a subir, e essa subida é exponencial, é realmente preocupante. É preocupante também se se mantiver acima por um longo período, podendo repercutir na curva de óbitos”, explica, em um vídeo postado nas redes sociais.
Manutenção das medidas
O Sindipúblicos defende a manutenção das medidas de prevenção em especial as escolas com aulas remotas até que a população tenha acesso à vacinação. “Mesmo que as crianças não sejam inicialmente imunizadas, ao vacinar os adultos, os menores passam a ter uma proteção maior e garantia para toda população” avalia Tadeu Guerzet.
Diante ao aumento no número de casos também é preciso rever a reabertura de órgãos públicos com atendimento presencial, bem como demais medidas para garantir menor circulação das pessoas.