Terrorismo de Casagrande? Acaba Fundap e aumenta receita

Governo tira do ar proposta de servidores
23 de abril de 2014
Sindicato inicia restituição do Imposto Sindical
25 de abril de 2014

reunião-Fundap

O ‘fim’ do Fundap, tratado pelo governo Casagrande e a imprensa capixaba com terrorismo, causando medo à população, ao dizerem que o Espírito Santo viveria um caos e dias difíceis, como já prevíamos, não afetou as contas estaduais.

Como já era de conhecimento, mas não divulgado pela grande mídia e o governo, os principais beneficiados com o Fundap eram as empresas, já que parte do imposto era “desviado” em renúncias fiscais.

No Diário Oficial/ES desta terça-feira (22) o governo estadual divulgou o crescimento da arrecadação do ICMS e o aumento na receita em 38,7%, números que só corroboram para desmascarar todo terrorismo quanto ao fim do Fundap. Na mesma reportagem é citado que “em março de 2013 o Estado arrecadou por volta de R$ 863 milhões, em março de 2014 o montante ficou em R$ 1,3 bilhão (…) mesmo com a redução da alíquota de 12% para 4% a partir do início de 2013, a arrecadação das empresas fundapianas passou de R$ 53 milhões para R$ 70 milhões,um crescimento real de 24%.”

Ainda detalha “Também tiveram aumento as transferências correntes (15,3%), que englobam repasses do governo federal como Fundo de Participação dos Estados (FPE), royalties e participação especial gerados na exploração de petróleo e gás. Os royalties saíram de R$ 32 milhões para R$ 69 milhões, um incremento de 102%”.

Diferente do que os secretários tentam nos iludir nas reuniões, que as contas do Estado estão no limite, e o governo não pode trabalhar com previsões futuras devido ao fim do Fundap e dos Royalties, o Estado não só aumentou suas receitas, como a matéria analisa que o próximo ano será de crescimento.

No entanto, enquanto o Governo anuncia um aumento de 38,7% em suas receitas, os servidores tiveram míseros 4,5% de reposição salarial, possuem um auxílio-alimentação sem reajuste desde 1997, e ainda tem negado diversos direitos estabelecidos em leis, como o auxílio-creche e a insalubridade.

Basta de histórias fantasiosas, queremos uma negociação séria e com todos esses dados na mesa, com transparência, para aí sim, discutirmos a nossa pauta de reivindicação!