#tbt Com Bolsocaro, arroz foi a R$40 e povo comia osso. Com inflação controlada, os preços estão menores que em 2020.

Brasil atrai investimentos recordes e alcança arrecadação histórica em 2024
29 de janeiro de 2025
Defender a Previdência é lutar pela vida digna
31 de janeiro de 2025

Em 2021, o Brasil enfrentava uma grave crise de alta inflação, que chegou a 10,06% (IPCA 2021), e preços disparados, especialmente de itens básicos como alimentos e gás de cozinha. Esse período motivou a campanha “Bolsocaro”, liderada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), que denunciava os impactos das políticas econômicas do governo Bolsonaro sobre o custo de vida. Famílias brasileiras enfrentaram grandes dificuldades para arcar com as despesas essenciais, e a inflação corroeu o poder de compra de milhões de pessoas.

Hoje, a situação é diferente. Apesar da sensação de que os preços continuam altos, a comparação mostra que a maioria dos produtos teve redução nos valores desde 2020. Com o aumento dos salários, apesar de menor do que os trabalhadores e servidores merecem, o valor proporcional dos itens essenciais também diminuiu.

A tendência é que, a partir de 2026, com a entrada em vigor da nova tabela aprovada na Reforma Tributária, os valores sejam melhores. Reforma essa que teve grande resistência da extrema-direita, que quando estava no poder, isentou jet-ski de pagar imposto e agora não quer isentar o povo de pagar impostos dos itens básicos da alimentação, remédios e demais.

No entanto, defendemos que, além da redução dos impostos sobre os produtos básicos para o sustento da população, sejam também taxados os altos rendimentos, os milionários que atualmente praticamente não pagam impostos no país. É urgente cobrar imposto sobre grandes fortunas, para garantir um melhor caixa público para investimentos em programas sociais e na valorização dos servidores.

Outra questão fundamental é o Governo Casagrande honrar seu compromisso em recuperar o poder de compra dos servidores públicos estaduais, corroído durante anos de reajustes abaixo da inflação, principalmente durante o governo Bolsonaro.

Comparativo de Preços

– Arroz: Em 2021, o pacote de 5 kg de arroz agulhinha, tipo 1, chegou a custar R$ 40,00. Hoje, é possível comprá-lo por menos de R$ 20,00 no Espírito Santo, uma redução de 50%.

– Carne bovina: O quilo da carne de primeira chegou a ser vendido por R$ 80,00 em 2021. Atualmente, esse valor gira em torno de R$ 35,00, uma queda de 56%. Em 2024, a picanha chegou a ser vendida a R$ 30,00 pelo Carrefour Vila Velha, bem mais em conta do que os R$ 120,00 de 2021.

– Gás de cozinha (GLP) : O botijão de gás de 13 kg alcançou preços próximos a R$ 130,00 em 2021. Hoje, ele é comercializado por cerca de R$ 90,00.

– Óleo de soja: um litro de óleo chegou a custar R$ 14,90 em média. Atualmente, compra-se por menos de R$ 8,00.

Ao considerarmos o aumento do salário mínimo, essas reduções são ainda mais significativas. Em 2020, o salário mínimo era de R$ 1.045,00. Em 2025, ele supera R$ 1.400,00, aumentando o poder de compra das famílias e reduz a proporção de renda destinada a itens essenciais.

Essa redução de valores só foi possível devido a várias políticas do governo federal, com articulação e pressão dos sindicatos e demais entidades contra a extrema-direita, que continua a negar a redução de impostos de itens básicos enquanto defendia, com Bolsonaro, a isenção de impostos para jet-ski, por exemplo.

Dentre os pontos que contribuíram para a redução dos valores, estão a estabilização da inflação, com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado para 4,59% ao ano em 2025, abaixo dos índices registrados em 2021; a desaceleração nos preços dos alimentos, conforme indicado por estudos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); e políticas de incentivo à produção e redução de gargalos na cadeia de suprimentos de alimentos básicos.

Desafios

Embora o contexto atual seja mais favorável, o Brasil ainda enfrenta desafios econômicos. Fatores climáticos, custos de produção e políticas públicas continuam a influenciar o preço dos produtos. Além disso, é necessário continuar monitorando o impacto de variáveis externas, como a volatilidade dos preços de combustíveis, para garantir que o custo de vida permaneça estável e acessível.

A queda dos preços desde 2021 e o aumento do poder de compra são vitórias importantes da classe trabalhadora, mas exigem a manutenção de políticas econômicas responsáveis para evitar novos períodos de inflação descontrolada. Afinal, é sempre bom relembrar o período “Bolsocaro” para evitar que se caia no discurso da mídia de que ‘tudo está caro’. Lembrando sempre que a mídia, em sua maioria, recebe benefícios fiscais e vai contra a taxação de grandes fortunas, já que seus donos teriam que pagar imposto!

Tem um artigo interessante ou um texto que gostaria de compartilhar com os companheiros? Ou talvez queira sugerir uma pauta? Envie um e-mail para jornalista@sindipublicos.com.br. Vamos juntos construir um Sindicato cada vez mais forte e atuante! Participe e faça a diferença!

Fortaleça sua Entidade Sindical. Filie-se ao Sindipúblicos!