#tbt | “Chegamos até a ocupar o Palácio Anchieta. As lutas eram muito tensas”, relembra Marcelo Caliman.

Suspensão do atendimento presencial devido a obras de reforma na sede
10 de maio de 2023
Nova proposta de Estatuto em fase de conclusão
12 de maio de 2023

Membro da primeira diretoria do Sindipúblicos destaca a posição de referência da entidade nos 20 anos da unificação. 

Relembrando sua trajetória e seus entroncamentos com a história do Sindipúblicos, Marcelo Caliman, membro da primeira diretoria do Sindipúblicos, reafirma a posição de referência do sindicato na representação dos servidores públicos estaduais e da luta por um serviço público de qualidade.

Caliman passou pela presidência, secretarias de imprensa e de finanças. Atuou no sindicato em diferentes lugares onde a entidade  esteve situada. Ao todo, o Sindipúblicos passou por três sedes até adquirir o prédio atual, na rua Gama Rosa. Nos primeiros anos, a estrutura funcionava com apenas uma funcionária, Giovanete Livio, que se aposentou no mês de abril deste ano, após quase 33 anos de contribuição. À medida que foi crescendo, o Sindicato pôde aumentar a sua equipe, que hoje conta com quatorze pessoas em seu time de trabalhadores.  

Durante a ditadura, os trabalhadores não tinham direito à sindicalização, o que existiam eram as associações de servidores, que funcionavam como núcleos isolados. Para Caliman, isso prejudicava a unificação das lutas e das mobilizações, sem falar das prerrogativas legais e constitucionais  dos sindicatos que as associações não possuem, tais como representar judicialmente a categoria e assinar acordos coletivos. 

Desde o princípio, a ideia era criar um sindicato único, com base na ideia de uma categoria única e um patrão único, o Governo Estadual, mas os servidores públicos, habituados a travar suas lutas através das associações próprias, ainda não estavam familiarizados com a atividade e a política sindicais.

“Ao conquistarem o direito à sindicalização, muitas categorias caíram no mesmo erro e partiram para criar sindicatos próprios, de abrangência ainda limitada, sem a realização de uma discussão política prévia sobre a melhor forma de representação. Com isso, o Sindipúblicos acabou ficando mais restrito à administração indireta, mas ainda assim representava um setor muito grande, representando mais de 20 autarquias. Reunimos um núcleo grande e forte, com presença marcante no cenário das lutas dos servidores públicos estaduais”, ressalta Caliman.  

O sindicato participou das lutas importantes do serviço público do Espírito Santo e conquistou direitos como o auxílio-alimentação, assistência médica e as recomposições salariais. “Nós tivemos lutas ferrenhas, como as mobilizações por um Regime Jurídico Único que assegurasse amplos direitos econômicos e políticos, realizamos inúmeras greves por reposição salarial, em todos os governos, especialmente no de Albuíno, quando as mobilizações atingiram um ápice. Essas mobilizações geralmente aconteciam no mês de maio, que estabelecemos como data-base dos servidores. Chegamos até a ocupar o Palácio Anchieta. As lutas eram muito tensas”, relembra. 

Marcelo Caliman considera que o Sindipúblicos sempre foi um pólo de unificação das categorias e a ideia era promover uma luta ampla a partir da unificação dos trabalhadores em um sindicato forte e único, para obter mais poder político para as negociações e melhores condições de vida e trabalho. 

“Uma luta importantíssima que a gente teve foi a aprovação do regime jurídico único na Assembléia Legislativa, quando conseguimos inserir a negociação coletiva no texto, permitindo aos servidores públicos pactuação de acordos coletivos através do sindicato. Chegamos a ingressar com vários dissídios coletivos na Justiça do Trabalho, fizemos vários acordos coletivos ao longo dos anos, conquistando muitos direitos para os servidores”, acrescenta.  

Segundo ele, na primeira fase do Sindicato, período em que atuou, existia uma unidade política dentro do Sindipúblicos, não havia divergências que dividissem o sindicato em grupos políticos conflitantes. O sindicato abarcava um amplo espectro político, mas não haviam disputas de poder, as eleições eram de chapa única. Além disso, a Intersindical dos Trabalhadores, criada em 1993, atuava em conjunto com diversas categorias para garantir as reivindicações que eram colocadas em pauta pelas diversas categorias do serviço público.

“Até hoje, o Sindipúblicos é uma importante ferramenta de representação. O servidor público consciente se filia ao sindicato e procura através dele garantir direitos e conquistar outros. É uma luta incessante que sempre vai existir, enquanto houver patrões”, reflete.

O Sindipúblicos em janeiro de 1989, sendo uma grande conquista do funcionalismo público do país, que até a constituição de 1988 não tinha direito a sindicalização. Nos primeiros anos, o Sindipúblicos representava os servidores da administração indireta e somente em 2003 foi unificado com o Siseades, que representava os servidores da administração direta. Deste processo o sindicato saiu fortalecido e comemora em 2023 os 20 anos dessa unificação. 

E você, qual sua história com o Sindipúblicos? Vamos juntos reviver nossa história e avançar nas lutas! Envie sua história para o email comunicacao@sindipublicos.com.br ou pelo nosso WhatsApp (27) 98150-2728.

.

Fortaleça sua Entidade Sindical. Filie-se ao Sindipúblicos!

.