Sindicatos realizam plenária unificada e exigem do governo respeito para com a sociedade

Diretoria do Iases tenta proibir servidores de participar de Assembleia
31 de março de 2015
O discurso da “crise hídrica”
2 de abril de 2015
DSC_1614

Funcionalismo público cobra de representante do governo abertura de diálogo com governador

 

Na manhã desta quarta-feira, 01 de abril, aproximadamente 20 entidades sindicais, associações e cerca de 800 servidores estiveram reunidos em uma Plenária Unificada do funcionalismo público estadual no Alice Vitória Hotel onde discutiram a conjuntura econômica e política do Estado.

Na ocasião, Sammer Siman, economista e mestrando em Política Social e o economista Helder Gomes apresentaram o Estudo Independente das Contas do Estado onde constatou-se que, diferente do anunciado pelo governo estadual, o Estado não está em crise econômica, já que apresentou, apenas em 2015, uma arrecadação de quase R$ 3,0 bilhões e está com um valor superior à R$600 milhões em caixa.

Os especialistas também destacaram que os cortes estão sendo feitos sem critérios, atingindo diretamente à população e até mesmo em áreas que não tiveram redução no orçamento do Estado. E em contrapartida, o governo anuncia medidas onerosas e sem necessidade, como locação de espaço para eventos e assinatura de tv à cabo. Reforçaram ainda que a maior crise É de gestão, onde deixa leitos vazios, mas pacientes em corredores, por exemplo.

Ainda pela manhã, foi lançado oficialmente o Fórum Intersindical do Serviço Público, que já reúne mais de doze sindicatos representantes do funcionalismo estadual e também a primeira edição da revista Pública, em que o Estudo foi desdobrado em reportagens especiais que tiveram como objetivo informar a sociedade sobre o verdadeiro cenário político e econômico estadual.

Após a Plenária, os servidores seguiram em passeata para o Palácio Anchieta onde foram recebidos pelo chefe da Casa Militar, coronel José Nivaldo Vieira Campos,  que recebeu exemplares da revista, ouviu as reivindicações da categoria e prometeu encaminhar a demanda ao governador. E no início da tarde, os servidores também se reuniram com o chefe da casa civil, secretário Paulo Roberto, para reforçarem o pedido já realizado junto ao coronel. O secretário da Casa Civil também prometeu intermediar o diálogo com o governador.

Durante as reuniões, os dirigentes sindicais reforçaram a importância do governador receber a comissão de servidores e negociar com transparência as reivindicações da categoria. Também cobraram que o governo respeite a decisão jurídica e o parecer da PGE realizando o imediato pagamento do auxílio alimentação.

DSC_1608

Assessoria da Casa Militar impediu entrada de parte da imprensa. Foi necessária a intermediação do Sindicato dos Jornalistas para que os profissionais pudessem cobrir a reunião no Palácio Anchieta.

DSC_1614

Reunião com o chefe da Casa Militar, coronel José Nivaldo Vieira Campos.

 

DSC_1347

DSC_1302

DSC_1316

DSC_1295

DSC_1631