

Devido às péssimas condições de trabalho, como já publicamos anteriormente, o Sindipúblicos realizou um protesto em frente à Ciretran de Vitória, na Reta da Penha.
O atendimento no dia 14 de novembro foi totalmente interrompido, tendo as entradas lacradas com o adesivo “Perigo – Risco de Morte”. Os cidadãos que chegavam para buscar algum atendimento recebiam explicações sobre a situação e eram orientados a retornar posteriormente. A maioria das pessoas apoiou o protesto e ficou indignada pelo Governo não oferecer condições dignas aos seus trabalhadores e usuários, principalmente por ser um dos órgãos que mais arrecada no Estado e possuir uma das taxas mais altas entre os “detran’s” do Brasil.
Segundo relatório realizado pelo técnico em Segurança do Trabalho do Sindipúblicos, várias irregularidades foram detectadas no prédio, o que o faz inadequado para o trabalho dos funcionários e atendimento ao público, oferecendo inclusive risco de morte aos usuários. Apesar desse relatório já ter sido entregue oficialmente, até o início da manifestação, o Detran não havia se manifestado sobre o caso.
Após a manifestação, o diretor administrativo e o diretor de habilitação se reuniram com os dirigentes do Sindpúblicos e da Asserdes para justificarem o injustificável. O argumento do diretor administrativo José Antonio Colodete é de que em razão da transferência emergencial da Ciretran para aquele prédio, não foi possível planejar as adequações necessários para o tipo de serviço que é prestado por aquela unidade e que providências estão sendo tomadas, entretanto há dificuldades burocráticas para contratações de empresas para solucionar os problemas.
Para os servidores, a falta de planejamento não é novidade. As péssimas condições de trabalho em todas as unidades do Detran são históricas. A prioridade sempre foi arrecadar, garantir o excessivo número de cargos comissionados e gastar com contratos, alguns no mínimo duvidosos quanto a sua regularidade, como por exemplo a compra de uma das torres do Centro empresarial América Centro Empresarial, localizada na Av. Fernando Ferrari cujo condomínio vem sendo pago há mais de dois anos e sem previsão de ocupação.
Durante a reunião, o diretor José Antônio Colodete se comprometeu em encaminhar um ofício ao Sindicato até sexta-feira (21/11) informando sobre quais providencias estão sendo tomadas para sanar os problemas.
O Sindicato continuará procedendo as visitas técnicas nas unidades do Detran, assim como nas demais autarquias e órgãos do poder executivo, denunciando e pedindo providências às instituições de controle, cumprindo seu papel de defender os direitos do servidores, principalmente no que se refere a segurança e condições de trabalho, coisa que deveria ser dever de ofício dos gestores.