
Durante toda a tarde da última quarta-feira, 08 de abril, a diretoria do Sindipúblicos e representantes do GT de Socioeducação estiveram reunidos com o assessor da vice-governadoria, Ruy Marcos Gonçalves, e a coordenadora de Relações Institucionais, Célia Kiefer.
O objetivo da reunião foi levar ao conhecimento do governo estadual as principais demandas relativas a socioeducação e a necessidade de abertura de diálogo junto ao funcionalismo público.
Quanto aos problemas do Iases, os representantes do governo comunicaram que a socioeducação será contemplada pela Política de Desenvolvimento Social que será elaborada em conjunto com as comunidades, envolvendo a família, o socioeducando, os servidores e toda a sociedade. “Queremos que a comunidade fale de suas necessidades para que o Estado possa atender. Atualmente, equipes do governo estabelecem essas necessidades, mas às vezes uma comunidade não quer um posto de saúde, mas uma praça, já uma outra necessita de uma escola e não uma praça. Nem sempre o que os gestores acreditam ser a necessidade da comunidade, realmente é a demanda daquela região. E queremos inverter esta lógica, vamos ouvir cada comunidade para juntos estabelecermos as prioridades, e sempre, focando na juventude, nos negros, e nas mulheres, devido aos altos índices de violência a esses grupos no Estado” destacou Célia Kiefer, coordenadora de relações institucionais.
Célia ainda informou que o governo pretende respeitar o Plano de Socioeducação, mas que para isso é preciso que esse passe por todos os trâmites legais até a sua implementação. A coordenadora também se comprometeu a verificar o atual andamento, para que o plano possa ser implantado imediatamente.
Na ocasião, o Sindipúblicos e o GT de Socioeducação destacaram a importância do governo estabelecer uma política uniforme de gestão dentro do Iases, que respeite a política de socioeducação e os servidores. Atualmente, um dos principais problemas do Iases seria loteamento político da Instituição. Foi exposto aos representantes do governo que atualmente o Iases está dividido em feudos e o que impera são interesses políticos e não a socioeducação. Ressaltou-se também que nenhum presidente que venha a dirigir a instituição terá condições de administrar o Iases sem antes acabar com os feudos. A falta de estrutura das unidades e a superlotação também foram discutidas. Para isso, os representantes do governo afirmaram que é preciso rediscutir o modelo implantado e otimizar os serviços, garantindo qualidade no serviço e dignidade para os servidores e socioeducandos. Outro ponto debatido foi a substituição dos DT’s por concursados, hoje o Iases conta com 1401 DT’s e 116 comissionados para apenas 347 efetivos. Seria necessário realizar a substituição dos DT’s por efetivos realizando concurso público conforme determina a legislação. Quanto a esse ponto, o Sindicato reforçou que não geraria custos ao Estado, já que mudaria apenas a forma de contratação com o devido remanejamento do orçamento destinado a gasto com pessoal.
O Sindipúblicos também cobrou o atendimento à pauta de reivindicações das categorias, sendo que um dos principais pontos é a criação do Fórum Permanente de Interlocução com os servidores conforme previsto na Lei 046, para que possa discutir as demandas do funcionalismo público estadual. O assessor do vice-governador, Ruy Marcos Gonçalves, destacou que a atual equipe de governo ainda está em um momento de transição, mas que o objetivo do governo é estabelecer este diálogo por meio da vice-governadoria junto aos movimentos sociais e sindicais.