
Os servidores públicos estaduais se unificaram aos demais trabalhadores e estudantes na tarde desta sexta-feira, 11 de novembro, para protestarem contra as reformas defendidas pelos governos Temer e Hartung que visam a retirada de direitos, mas mantêm benefícios bilionários à setores sempre privilegiados, como mídia, membros do judiciário e empresários financiadores de campanhas.
Os servidores e trabalhadores se concentraram em frente ao INSS na avenida Beira Mar, em Vitória, onde protestaram contra a Reforma da Previdência, alertando que não é aumentando o tempo de contribuição e a idade mínima que irá resolver a situação previdenciária, mas sim, entre outras alternativas, cobrar dos sonegadores, que estima-se um débito e desvio superior a R$ 3 trilhões.
De lá, caminharam até a Rede Gazeta onde denunciaram a mídia corporativista que criminaliza os movimentos sociais e sindicais, com reportagens tendenciosas, muitas vezes sem seguir sequer o Código de Ética dos Jornalistas.
Após o discurso contra a parcialidade da imprensa, pararam em frente à sede da Justiça Federal, cobrando que sejam punidos todos os políticos que cometem crimes, como governadores e gestores públicos que ignoram a Constituição Federal para massacrar os servidores e demais trabalhadores, como é o caso do governador Paulo Hartung.
Seguindo pela avenida Beira Mar, entraram na Rua da Rede Tribuna onde fizeram uma rápida fala também cobrando imparcialidade da empresa e denunciando as violações aos direitos trabalhistas que a empresa tem praticado contra seus trabalhadores. Ainda foi denunciado que apesar das empresas de comunicação terem recebido, apenas do governo estadual e das 4 prefeituras da Grande Vitória, até setembro, R$ 67 milhões, elas sequer respeitam os direitos trabalhistas negando até mesmo a concessão da inflação aos seus trabalhadores.
Logo em seguida, os servidores e trabalhadores se uniram aos milhares de estudantes no entroncamento da Av. Vitória com a Praça de Jucutuquara, partindo todos em direção ao Centro de Vitória.
Durante o trajeto foi denunciada diversas pautas e projetos que estão em andamento em nível estadual e federal que irão retirar direitos, entre essas:
– a PEC 55 (241) /2016 que congela por 20 anos os investimentos na saúde, educação, serviços públicos, que acarretará o sufocamento e o consequente fim do SUS;
– a PL 257/2016, que refinancia com juros exorbitantes as dívidas dos estados com a União;
– a reforma do Ensino Médio, que retira conteúdos ligados às disciplinas reflexivas;
– a PL 30/16 que libera a terceirização ilimitada, que acarretará o fim dos concursos públicos;
– a reforma da previdência, que prevê, entre outros pontos, o confisco de 14% do salário de todos os aposentados e trabalhadores ativos;
– E a reforma trabalhista, que irá reduzir os direitos dos trabalhadores.
Chegando ao Palácio Anchieta o movimento tomou as escadarias do local onde reforçaram o discurso da necessidade de mobilização e união e de uma greve geral para frear as propostas de retrocessos encampadas pelos governos. Diante os discursos foi agendada nova manifestação com previsão de maior mobilização para o próximo dia 25 de novembro.