
O problema do Estado não é, e nunca foi, a folha de pagamento dos servidores, pelo contrário. Os servidores efetivos são profissionais qualificados, que passaram por concursos e que defendem unicamente o atendimento de qualidade à sociedade.
No entanto, são esses profissionais que lutam contra a corrupção, a política de terceirizações e privatizações, onde além de encarecer o serviço à população, em sua grande maioria ainda precariza ainda mais a qualidade dos atendimentos.
O governador Hartung ir à mídia dizer que a folha de pagamento é o grande problema do Estado revela sua incapacidade gerencial e ganância em vender tudo o que puder à iniciativa privada, que financia suas campanhas.
Diferente de empresas que precisam dar lucro, o Estado precisa oferecer serviço de qualidade à população, que só é possível com gestores que atuem em duas frentes: valorização e qualificação profissional, que se dá por intermédio de concursos públicos que venham a selecionar os melhores profissionais do mercado; e investimento em infraestrutura.
No entanto, o Estado do Espírito Santo, bem como outros governadores que não buscam como regra o bem da sociedade, durante suas campanhas fazem negociatas com o empresariado em troca de terceirização de serviços, privatização de empresas públicas, e garantia de licitações com valores superfaturados.
Além disso, há de se destacar que o rombo também está na concessão indiscriminada de renúncias fiscais que oxigeniza o caixa das empresas dos amigos financiadores de campanha, e em contrapartida quebra o caixa do Estado que deixa de arrecadar bilhões.
Não podemos aceitar que um governador pregue contra a sociedade e o servidor público. Até quando o judiciário capixaba irá se acovardar se omitindo e deixando que Hartung continue a quebrar o Estado fazendo acordos ilegais e imorais, e sequer cumpra a constituição no que tange a contratação indiscriminada de servidores temporários?
A fala do governador Hartung está correta quando ele diz que o maior problema dele são os servidores, pois são esses que impedem que a corrupção no Estado seja ainda maior. O Espírito Santo só não foi entregue totalmente aos “amigos” de Hartung porque os servidores públicos não permitiram. Por isso, a grande vingança em não conceder o reajuste conforme a inflação nos seus anos de governo e benefícios como o auxílio alimentação de R$176,00.
Em tempos de Lava Jato, no Espírito Santo falta coragem e ética das instituições de justiça em fazer valer a legislação!