Servidores mantém mobilização para reunião com vice-governador pela reestruturação das carreiras 

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Servidores mantém mobilização para reunião com vice-governador pela reestruturação das carreiras

Nesta quinta-feira (17), o auditório do Sindipúblicos foi palco de uma Assembleia Geral Unificada (AGU) que reuniu centenas de servidores públicos estaduais, de forma híbrida, em um momento decisivo da campanha salarial de 2025. A principal pauta: garantir do governo do Espírito Santo uma resposta concreta e positiva quanto à proposta de reestruturação das carreiras.

Pressão crescente e expectativa por resposta

A presidenta do Sindipúblicos, Renata Setúbal, abriu a assembleia com um recado direto: “Não aceitaremos o silêncio como resposta. Queremos respeito, valorização e justiça para os servidores.”

Segundo Renata, a proposta foi construída coletivamente ao longo de várias assembleias e reuniões com comissões de base. A mobilização ganhou força após o ato de 10 de abril, que marcou a abertura das negociações com a Casa Civil. Desde então, o Sindicato aguarda o estudo de impacto prometido pela Seger – que deveria ter sido entregue no dia 2 de julho, mas ainda não foi apresentado.

A expectativa agora é que o vice-governador entregue pessoalmente a resposta à categoria na reunião agendada com o representante do executivo estadual no próximo dia 28 de julho.

Proposta de reestruturação: valorização e equiparação

A proposta apresentada pelo Sindipúblicos busca corrigir distorções históricas e garantir equiparação com o Poder Judiciário, sendo:

– Nível Superior: Equiparação ao Poder Judiciário, com salário inicial de R$ 9.398,00.

– Nível Tecnólogo: 36% chegando à R$ 8.340

– Nível Técnico: 70% do salário de nível superior, atingindo R$ 6.578,00, conforme modelo da Lei do Piso da Enfermagem.

– Nível Médio: 50% do salário de nível superior, totalizando R$ 4.699,00.

 

 

A proposta contempla também os servidores aposentados com direito à paridade, sendo excluídos os cargos extintos na vacância já contemplados pela recuperação de 10% das perdas salariais.

“Se a carreira ativa for reestruturada, o aposentado vinculado a ela também tem direito ao reajuste, desde que a carreira ainda esteja na ativa.”

Dia 28: o dia D da campanha salarial

A próxima assembleia está marcada para o dia 28 de julho, às 14h30. A reunião será decisiva para definir os rumos da mobilização, dependendo da resposta do governo.

“Se vier um ‘não’, não será aceito. A campanha não termina sem resposta. E se for negativa, vamos intensificar a luta”, afirmou Renata.

O diretor Tadeu Guerzet reforçou: “Nada virá de mão beijada. O que conquistarmos será fruto da nossa mobilização. O governo aposta no nosso cansaço, mas vamos mostrar força.”

Já Marré, servidor do Incaper, alertou para possíveis tentativas de fragmentar o movimento. “Não aceitaremos propostas que dividam a categoria. A luta é coletiva, e a resposta precisa atender a todos.”

Espírito Santo – muitos recursos, pouca valorização

O Sindipúblicos encerrou a assembleia com um recado direto ao Palácio Anchieta: “O Espírito Santo é um estado com superávit, mas investe apenas 35,9% em seus servidores — enquanto a média nacional é de 46,55%. Isso passou do limite do aceitável. Se o governo quiser um 2025 tranquilo, terá que valorizar quem reconstrói esse estado todos os dias.”

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Texto e Foto Douglas Dantas