Servidores intensificam mobilização pelo retorno do governo sobre reestruturação das carreiras

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Em Assembleia Geral Unificada, realizada nesta terça-feira (20), a diretoria do Sindipúblicos comunicou aos servidores os desdobramentos da reunião com o secretário da Casa Civil, José Maria de Abreu Jr, ocorrida na segunda-feira (19). Segundo informações repassadas pelo governo, a Secretaria de Gestão e Recursos Humanos (Seger) ainda está estudando os impactos da proposta de reestruturação das carreiras e deve apresentar uma resposta ao Sindicato até junho, com previsão de um encontro com o vice-governador em julho.

Diante da indefinição, os servidores decidiram reforçar a mobilização, com o Sindicato promovendo assembleias e visitas aos órgãos públicos para pressionar o governo na construção de uma reestruturação que de fato atenda às demandas da categoria recuperando as perdas salariais históricas e corrigindo as distorções acentuadas pelo carreirão.

Sindicato reforça união e possibilidade de greve

O assessor de política sindical, André Carvalho, destacou a necessidade de fortalecer a organização dos servidores para garantir avanços nas negociações. “O governo tem a oportunidade de corrigir as perdas acumuladas ao longo de gestões anteriores, mas isso só será possível com pressão e diálogo da categoria. Se estivermos unidos e mobilizados, podemos avançar. Temos uma proposta enxuta e bem estruturada “, afirmou.

Já a presidenta do Sindipúblicos, Renata Setúbal, ressaltou a importância de aumentar a participação dos servidores nos atos públicos. “Não existe conquista sem luta. Nunca houve um momento em que um governador, por iniciativa própria, decidiu reestruturar tabelas salariais. Precisamos dobrar o número de participantes nos atos para garantir força na negociação”, enfatizou.

Greve como última alternativa

Durante a assembleia, os servidores foram unânimes ao defender ações mais impactantes, e alguns chegaram a propor uma greve geral. No entanto, o advogado da entidade, Célio Picorelli, ponderou que essa seria uma última alternativa, caso as negociações não avancem. “A greve só deve ser deflagrada quando não houver mais perspectiva de avanço nas tratativas. Atualmente, o governo segue em diálogo e demonstra disposição para analisar nossa pauta”, explicou.

O diretor do Sindipúblicos, Tadeu Guerzet, reforçou a importância da união da categoria e da adesão às ações do sindicato. “A greve precisa ser construída com ampla participação dos servidores. Caso contrário, há o risco de perdas significativas. Neste momento, precisamos fortalecer nossa presença, pressionar o governo e ampliar a mobilização “, destacou.

Para aprimorar as ações estratégicas, uma comissão de servidores foi formada. Assembleias já estão agendadas para a próxima semana, e novas reuniões devem ser anunciadas, podendo ser acompanhadas pela agenda online do sindicato.

Proposta apresentada pelo Sindipúblicos

Após um amplo estudo das carreiras da ativa, a proposta do Sindicato busca equiparação ao Poder Judiciário, reconhecendo o trabalho dos servidores e corrigindo distorções salariais. A reestruturação inclui:

✔ Nível Superior: salário inicial de R$ 9.398,00

✔ Nível Tecnólogo: R$ 8.340,00 

✔ Nível Técnico: R$ 6.578,00 (70% do nível superior, seguindo a Lei do Piso da Enfermagem)

✔ Nível Médio: R$ 4.699,00 (50% do nível superior)

 

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Texto Douglas Dantas Foto: Nayana Yara