
Decididos em cobrar do Governo os direitos da categoria, milhares de servidores públicos de todo o Estado estiveram reunidos nesta quarta-feira, 08 de julho, em Vitória, em Assembleia Geral Unificada, organizada pelo Fórum das Entidades dos Servidores Públicos do Espírito Santo (Fespes), composto por 18 sindicatos e associações.
Algumas dessas categorias já deliberaram uma paralisação de 24 horas a ser realizada nesta quinta-feira, 09. Entre elas, a Saúde, cujas atividades ficam suspensas em todo o Estado, exceto os serviços de urgência e emergência. Servidores de outras categorias também aprovaram a realização de atos públicos, como panfletagens, nos seus locais de trabalho.
Conforme deliberado na Assembleia Geral, que contou com a participação de mais de três mil pessoas, o Governo tem um prazo de 15 dias para dar respostas conclusivas aos servidores, caso contrário, será decretada uma greve geral de todos os servidores públicos estaduais. A decisão poderá sair da próxima Assembleia Geral, marcada para o dia 23 de julho.
Os servidores reivindicam a revisão e recomposição salarial com base nas perdas dos últimos doze meses de acordo com a inflação do período, definição de uma data base para reajuste salarial anual, reajuste e regularização da concessão do auxílio alimentação, e a criação de uma mesa permanente de negociação.
Ao contrário do que tem afirmado o Governo, de que reuniões estariam sendo realizadas com os sindicatos, as negociações com os servidores nunca aconteceram. Até o momento foram realizadas duas reuniões, uma de apresentação de quem será o interlocutor do governo com os servidores, Francisco José Carlos – “Chiquinho”, e a segunda, uma “aula” de crise fiscal com a secretária da fazenda, Ana Paula Vescovi, tentando convencer, porém sem sucesso, as lideranças que não seria o momento oportuno de discutir as reivindicações.
Caso o Governo insista em tentar ludibriar os servidores públicos, a categoria voltará às ruas, no próximo dia 23 e uma greve geral será decretada.
Durante o ato desta quarta-feira, após se reunirem na Praça do Papa, onde foram votadas as decisões da categoria, os servidores caminharam pelas ruas da capital, em protesto contra a inércia do Governo. Em seguida, entregam um manifesto à Assembleia Legislativa e ao Tribunal de Justiça, pedindo que ambos os Poderes ajam e cobrem do governador o cumprimento das reivindicações dos servidores, que são direitos legais.
Professores participam da Assembleia
Centenas de professores estiveram presentes na Assembleia Unificada e lamentaram a ausência da direção do Sindiupes. “Não estamos entendendo. O nosso sindicato colocou o nome apenas para constar nos panfletos? Não estamos vendo nenhum diretor. E também não nos convocaram. Mesmo assim, devido a importância da luta e por estarmos abandonados pelo governo, e pelo nosso sindicato, estamos aqui. Somos servidores como os demais e defendemos a mesma pauta” desabafou uma professora.