

Diante da iminente intervenção federal no Espírito Santo, após as diversas denúncias à OEA – Organização dos Estados Americanos, sobre a caótica situação em que se encontra o sistema socioeducativo capixaba, os servidores do IASES discutiram, na última quarta-feira (18), mudanças no sistema, uma nova pauta de reivindicações e, ainda, deliberaram por fomentar a denúncia junto aos organismos de Direitos Humanos nacionais e internacionais.
“O Estado descumpriu medidas judiciais, medidas federais e até mesmo as recomendações da OEA. Queremos uma socioeducação de verdade. A nossa esperança é a intervenção para mudar a realidade”, comentou um servidor.
Demais servidores ainda alertaram sobre a ingerência dentro do sistema. “Para o Estado é confortável deixar como está. Fazer obras sem licitação e utilizar o IASES como moeda de troca para cargos comissionados e designações temporárias. Enquanto isso, faltam profissionais qualificados, concurso público e sequer existe planejamento para compra de materiais básicos, como de higiene e limpeza. O Estado não quer reeducar ninguém, para ele é cômodo dizer que não consegue reeducar, isto vai ao encontro da tese de redução da maioridade penal. No entanto, provamos que é possível a reeducação, mas precisamos de condições dignas e de profissionais concursados”.
Após discutirem sobre o sistema, os servidores formaram uma comissão que irá propor uma nova pauta de reivindicações a ser aprovada em assembleia; a realização de atos públicos, bem como encaminhamento de um relatório sobre o IASES, que será enviado a OEA e demais organismos internacionais.