

Levantamento inédito mostra que a questão de concessão da revisão dos salários dos servidores é uma posição meramente política e não econômica. Com economias diferentes e díspares a maioria dos estados brasileiros conseguiu garantir esse direito nos últimos quatro anos.
Sendo que se somados os índices que os demais estados concederam em 2014, 2015, 2016 e 2017 quase todos foram superiores aos últimos 4,5% concedidos ainda pelo ex-governador aos servidores estaduais. Com isso, o Espírito Santo é o terceiro Estado com a maior perda salarial dentre todos os demais, ficou atrás apenas do Amapá, Acre/Rio Grande do Norte, que empataram ao não concederem nenhum reajuste.
Até mesmo estados que não possuem uma economia tão fortalecida e sem receber royalties de petróleo como fonte principal chegaram a conceder mais de 26,5% nos últimos dois anos como é o caso de Mato Grosso.
Outros que fizeram a recomposição salarial com índices expressivos foram Pará em 22,5% e Ceará em 8,45%. Valores esses que contribuíram inclusive com o fluxo na economia do estado. Uma vez que com os salários reajustados, os servidores passam a consumir mais no comércio local gerando ativos via ICMS bem como demais impostos para o próprio governo.
No entanto, o Espírito Santo é um dos poucos estados que insiste em não conceder esse direito aos seus servidores, criando um passivo trabalhista e futuro precatório visto que o direito é constitucional.
Além disso, mostra-se uma ingerência política e econômica que na maioria dos casos só sabem realizar cortes contra direitos dos servidores e da sociedade, mas garantindo benefícios à magistrados, políticos e ao grande empresariado financiador de campanha.
É preciso que os capixabas eliminem da política gestores como os atuais, que continuam a fazer acordos inescrupulosos conforme já revelados nas delações da Odebrecht e demais e negando direitos fundamentais.

**Em estados que concederam reajustes diferenciados para categorias diferenciadas, foi considerado um valor médio entre os percentuais e/ou o menor índice.