Ato pela valorização profissional, condições de trabalho e transparência no Detran

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Nesta quinta-feira, 25 de setembro, quem passou pela Reta da Penha presenciou toda a fachada do Detran com faixas e os servidores denunciando a falta de valorização profissional, condições de trabalho e transparência.

Das 9h às 15 horas os trabalhadores distribuíram materiais alertando aos motoristas, pedestres e aos convidados do encerramento da Semana Nacional do Trânsito sobre o descaso do governo estadual com a categoria.

Confira abaixo o manifesto dos servidores do Detran.

“Os servidores do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN-ES) estão novamente na rua para denunciar a falta de valorização profissional, condições de trabalho e transparência.

A categoria espera desde 2013 um novo Plano de Cargos e Salários. A última promessa do Governo era para março deste ano, mas até agora não cumpriram com o pretexto de impedimento da legislação eleitoral.  Como consequência, mantém-se a estrutura inchada de cargos comissionados, terceirização dos serviços e a desistência de novos servidores efetivos concursados em face dos baixos salários e da falta de perspectiva nas carreiras.

O DETRAN-ES está entre os órgãos que cobram as taxas mais caras do país, entretanto, mesmo com uma arrecadação invejável não há investimento nas condições de trabalho e capacitação dos servidores que precisam se submeter todos os dias à situações penosas nos ambientes que laboram, em especial os examinadores que atuam em locais insalubres.

Apesar das constantes mudanças de diretores, a Autarquia mantém em sua essência a politicagem: fisiologismo e tráfico de influência para atender interesses de grupos políticos que dão sustentação a sucessivos governos. Historicamente as administrações são caracterizadas por indicações políticas, não sendo levado em consideração conhecimento técnico para exercer a função.

Entre os legados duvidosos, está a compra há mais de dois anos de uma nova sede, na Avenida Fernando Ferrari, por R$ 17 milhões que até o momento não foi ocupada, mas a Autarquia desembolsa anualmente um condomínio de R$ 26 mil para manter as salas vazias.

Os servidores também questionam o Programa CNH SOCIAL, sobre qual pesas dúvidas sobre a utilização desse para fins eleitoreiros. Também alertam à população sobre a falta de transparência no processo de contratação milionária de implantação do videomonitoramento de provas práticas em detrimento de uma atenção especial na formação de novos condutores.

A categoria vai continuar unida para fortalecer as reivindicações, defendendo sempre serviços públicos de qualidade!”