

Os servidores estaduais da área da saúde reivindicam a recomposição salarial e do ticket-alimentação para que se cumpra o compromisso assumido pelo Governador Renato Casagrande com a categoria em dezembro de 2021 de corrigir as perdas inflacionárias da remuneração dos trabalhadores.
Em fevereiro deste ano, o governo do estado concedeu um ajuste de 6% (abaixo da inflação) aos servidores estaduais, mas a reestruturação não contemplou todos os servidores da saúde, deixando de fora o nível técnico e superior.
Com a sanção do novo Piso Salarial dos enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares e parteiras, que fixa a remuneração mínima para os enfermeiros em R$ 4.750,00, 70% deste total para técnicos de enfermagem e 50% para auxiliares e parteiras, o setor público tem o prazo de até 2023 para fazer a equiparação conforme a Lei 14.434/2022, de autoria do Senador Fabiano Contarato (PT-ES), em vigor após a publicação no Diário Oficial da União desde 5 de agosto.
No entanto, a medida não interferiu na remuneração da maioria dos servidores da saúde, que já recebiam acima do mínimo estipulado pela nova legislação. Apenas os técnicos de enfermagem que ingressaram após o concurso de 1998 terão equiparação salarial do piso nacional.
A Diretora de Finanças do Sindipúblicos e técnica de enfermagem Magna Nery Manoeli reforça que a medida não atende a necessidade de recomposição das perdas inflacionárias e destaca a importância do governo Casagrande valorizar os profissionais do serviço público que atendem a sociedade.
“Foi sancionado o piso salarial que é importante para estipular uma remuneração mínima para os trabalhadores da saúde, mas essa medida não resolve a defasagem nos salários e nos valores do ticket alimentação da categorias. O que se espera do governo é que se cumpra o compromisso com os servidores e seja feita a reestruturação das carreiras de nível técnico e superior que não entraram na reestruturação da Seger para que tenhamos o reajuste de fato”, apontou Magna.
Nesta quarta (24), o governador assinou a carta compromisso apresentada pelo Sindsaúde, que tem um grupo de trabalho focado nos servidores não contemplados pela reestruturação das carreiras dos servidores estaduais, e prometeu mais uma vez que, caso reeleito, atenderá as reivindicações apresentadas pelos servidores da saúde.
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