Servidores da RTV discutem plano de carreira e novo modelo jurídico

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Valorização das carreiras, fortalecimento da comunicação pública com realização de concurso estão entre os pontos defendidos

Conforme acordado em audiência pública realizada no último dia 6 de setembro, na Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, a comissão formada pelos sindicatos representantes dos trabalhadores da RTV – Sindipúblicos, Sindijornalistas, Sated, Sintertes e a direção das emissoras –  esteve reunida nesta terça-feira (19) discutindo os principais problemas da categoria e a proposta de reestruturação do sistema de comunicação do Estado.

Pelo Sindipúblicos participaram o vice-presidente Rodolfo de Melo, o advogado Teófilo Linhares e o assessor de assuntos políticos André Carvalho. Pelo sistema RTV, esteve presente o diretor presidente Igor Pontini. 

O principal ponto debatido pelos servidores foi a necessidade urgente do Governo do Estado rever a carreira dos servidores da RTV garantindo ao quadro técnico das emissoras a devida valorização salarial. Para isso, ficou acordado que o Sindipúblicos, junto com o diretor-presidente da RTV, irá fazer uma agenda com o governo para abrir o diálogo no intuito de discutir uma nova tabela de vencimentos que garanta a devida valorização salarial aos profissionais. O entendimento é que essa demanda seja realizada antes da aprovação da Fundação Pública de Direito Privado.

Outro ponto discutido foi os reflexos da proposta de transformação da autarquia em uma fundação para os servidores das emissoras, inclusive sobre como seria o vínculo trabalhista dos profissionais. Os sindicatos presentes colocaram suas dúvidas e defenderam a manutenção do caráter público das emissoras com a realização de concurso.

Nesse quesito, o diretor-presidente esclareceu que os atuais servidores passariam a ser vinculados à Seger, mas cedidos à Fundação para atuação na RTV. 

Quanto ao novo modelo proposto pelo Governo do Estado, de fundação pública de direito privado, também foi estabelecida a necessidade de um conselho curador com a ampla participação da sociedade civil, dos sindicatos e da Sedu. 

“A TV pública pode e deve desempenhar um papel de contraponto à mídia tradicional, resgatando a moral e orgulho da classe trabalhadora, através de uma programação que oferece entretenimento, informação e conteúdos que melhor representam o conjunto da sociedade, com seus símbolos e expressões culturais. Uma das grandes preocupações em relação a futura entidade, são as fontes de financiamento e sua real pretensão sendo um ente juridicamente privado”, comenta Rodolfo de Mello, vice-presidente do Sindipúblicos.

 

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