
Os servidores da educação básica e superior, pública e privada, das cinco regiões do país vão cruzar os braços na próxima quarta-feira 15 contra o corte de verbas para educação e a Reforma da Previdência. O corte foi anunciado no final de abril pelo ministro Abraham Weintraub. O anúncio do corte de verbas aumentou o apoio à greve nacional da categoria convocada no início de abril pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE).
Os professores, estudantes e servidores da educação alertam que além da proposta do governo em acabar com a aposentadoria por meio da Reforma da Previdência, estão ainda querendo acabar com a educação pública. Propostas essas com o claro objetivo de beneficiar redes de ensino privadas, bem como fundos de capitalização.
O Sindipúblicos reitera seu apoio aos profissionais da educação e convida os demais servidores à apoiarem a greve geral da educação em benefício à toda sociedade. Não existe serviços públicos de qualidade sem formação profissional eficiente, para isso é fundamental investimento na educação.
“As professoras que ingressaram na carreira até 2003 vão ter que trabalhar 10 anos a mais e as que ingressaram depois de 2004 serão de trabalhar 15 anos a mais para receber benefícios menores”, explica Heleno, que questiona: “Como é que nós professores, ocupação considerada penosa, conseguiremos trabalhar até 65 anos, ou no caso das professoras, até 62 anos?” comenta o presidente da CNTE, Heleno Araújo.
A reforma da Previdência do governo Bolsonaro acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição e institui a obrigatoriedade da idade mínima: 65 anos para homens e 62 para mulheres, aliada a tempo mínimo de contribuição de 20 anos (hoje o tempo mínimo de contribuição é 15 anos). Ou seja, o trabalhador só se aposenta ao alcançar 65 anos de idade e se tiver 20 anos de contribuição; e a mulher só se aposenta com 62 anos, se até lá já contar com 20 anos de contribuição.
Corte compromete universidades e ensino básico
Segundo dados levantados pela Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados, o congelamento de recursos do Ministério da Educação e Cultura (MEC) compromete R$ 2,1 bilhões nas universidades e R$ 860,4 milhões dos Institutos Federais. Mesmo a educação básica, sofreu um corte de R$ 914 milhões.
“Estes cortes estão prejudicando a merenda e o transporte escolar das nossas crianças da educação básica, além, claro, de prejudicar toda educação pública, cortando recursos de manutenção e de pesquisa”, explicou Heleno Araújo, das CNTE.
Greve no ES
Greve geral na rede estadual e nos principais municípios. Ato unificado com servidores, alunos e professores na Praça do Papa, às 08h30
Fonte: CNTE