Servidores da AGERH discutem criação de carreira e políticas de recursos hídricos

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Valorização dos servidores e melhorias na gestão foram pontos levantados pelos presentes na assembleia.

Em assembleia nesta quarta-feira (18), os servidores da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) discutiram as principais demandas da categoria para construção da pauta da campanha salarial de 2023/2024.

Participaram pelo Sindipúblicos as diretoras Magna Manoeli, Silvia Sardenberg, o vice-presidente Rodolfo de Melo e o advogado Teófilo Linhares.

Entre os pontos levantados estiveram, além da pauta unificada de reajuste linear para corrigir o déficit histórico das perdas salariais acumuladas de 19,4%* nos últimos quatro anos; demandas específicas da categoria como a necessidade da criação da carreira da AGERH, visto que até o momento são servidores que fizeram concurso para o Iema e foram posteriormente alocados na Agência; a necessidade de publicação do edital do teletrabalho, cujo último encerrou o prazo no início do ano e ainda não foi publicado novo além de melhorias na gestão.

Foi ainda abordada a preocupação com a execução da política dos recursos hídricos como instrumentos de gestão, destacando a importância da articulação integrada com outros entes públicos, como a SEAG, na agricultura familiar.

“A gente se sente à deriva. O vento que sopra vai nos levando. Estamos sem direcionamento dos trabalhos”, comenta uma servidora sobre a necessidade de uma melhor definição das atividades a serem desenvolvidas pela AGERH.

“A Assembleia foi bastante importante porque foi possível levantar as demandas dos servidores e a gente conseguiu constatar que várias delas são comuns a muitos  servidores dos diversos setores da AGERH. Por ser um órgão novo, a gente ainda não tem uma organização, uma associação. Então esses momentos com o Sindicato são importantes para a categoria se unir. A ideia é que essas demandas sejam levadas para mesa de negociação com o governo para melhorar as condições da AGERH, como qualidade de vida de servidores, questão de estrutura e, principalmente, como foi levantado ontem, a necessidade de uma melhor gestão do órgão, na implementação da política de recursos hídricos no Estado” comentou Felipe Brandão, servidor da AGERH.

Silvia Sardenberg, secretária-geral do Sindipúblicos, destaca a participação da categoria. “Foi uma assembleia muito produtiva. Com várias discussões de interesse público e de defesa da valorização da categoria. Estamos juntos na luta para que essas demandas sejam efetivadas junto ao governo estadual. Para isso, a participação e mobilização são fundamentais”.

Para manter a discussão foi escolhida uma comissão que, agora, trabalhará para mobilizar a categoria (quando precisar) e participará das negociações quando forem acontecer.

Conquistas em 2023

Foi lembrado na Assembleia que este ano de 2023 é um marco na história do Sindipúblicos. A postura da atual diretoria do Sindipúblicos garantiu a implantação de uma mesa de negociação permanente com o governo, com diálogo constante. Conquistando assim a revisão geral anual; 100% no reajuste do auxílio-alimentação, saltando de R$ 300 para R$ 600; a nomeação dos ASE’s e dos Analistas do Executivo; a garantia da aposentadoria dos atingidos pela inconstitucionalidade da Lei 187/2000, abrangidos pela modulação do STF e a realização de novos concursos públicos no Idaf, Incaper, Iema, Agentes de Suporte Educacionais e Analistas do Executivo.

Pendências

Apesar dos avanços na pauta de negociação, o Sindipúblicos tem cobrado do governo a resolução de algumas demandas pendentes: a atualização dos valores da diária e a apresentação pela Seger de um estudo sobre as carreiras em extinção na vacância, garantindo a valorização dos profissionais que ficaram de fora do processo de reestruturação de carreiras ocorrido em março de 2022.

 

* Perdas salariais calculadas com base no IPCA/IBGE de 01/2019 à 08/2023 (31%), subtraídos os reajustes concedidos pelo Governo Casagrande de 3.5% em 2019, 6% em 2022 e 5% em 2023, somados 3% referente a alteração da alíquota previdenciária prevista na Lei 931/2019.

 

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