
Em resposta ao descaso do Governo Renato Casagrande em atender às reivindicações, os servidores públicos estaduais aprovaram GREVE GERAL a partir da 0h do dia 31 de março de 2014.
A decisão tomada em Assembleia Geral Unificada realizada nessa quinta-feira, 27 de março, no auditório do Alice Vitória Hotel, no Centro de Vitória, é resultado da indignação acumulada pelo funcionalismo público capixaba, frente ao desrespeito praticado por sucessivos governos, com continuidade na gestão de Casagrande e companhia.
O movimento não luta simplesmente por aumento de salário e benefícios, mas também por serviços públicos de qualidade. Toda sociedade tem sofrido as consequências da precariedade no setor público. Saúde, educação, transporte, segurança, meio ambiente, dentre outras áreas não menos importantes. Exigimos do Estado condições adequadas de trabalho para que possamos atender com dignidade e excelência a população.
Os servidores estão adoecendo com a falta de valorização, de estrutura, de condições de trabalho, comprometendo o desempenho no atendimento ao povo. As mazelas se ampliam com o inchaço de comissionados e temporários, que muitas vezes não possuem a devida qualificação para exercerem as funções do cargo. Pior que isso, são os desmandos no trato da coisa pública que vão desde as renúncias fiscais aos desvios de dinheiro público, sem que haja por parte dos poderes fiscalizador e judiciário ações concretas que acabe com a impunidade dos atos praticados pelos agentes do crime organizado apoderados na administração pública.
Reivindicações
A categoria reivindica a concessão do auxílio-alimentação para os servidores que recebem por subsídio, atualmente muitos sequer recebem o benefício, outros, apenas R$132, enquanto no judiciário o valor passa dos R$1,6 mil; reajuste do auxílio-alimentação, sem reajuste desde 1997; política pública de gestão de pessoas que contemple as demandas dos servidores; reposição das perdas salariais e fixação da data base em mês específico e regulamentação do adicional de insalubridade e do auxílio-creche.
Antes de deliberarem por Greve Geral, os trabalhadores durante os últimos anos tentou a negociação, mas NUNCA foram sequer recebidos pelo seu patrão, o governador Renato Casagrande. Esse, sempre mandou “recados” por secretários e a resposta é sempre negativa. Reajustes abaixo da inflação, planos de carreiras que não corrigiram as discrepâncias entre categorias semelhantes em órgãos/autarquias diferentes, entre inúmeros outros direitos que estão na Lei, mas sem regulamentação.
O Sindipúblicos ressalta que o movimento grevista está pautado na Lei 7.311/2002, que observa os prazos legais e garante o percentual mínimo de 30% (trinta por cento) de prestação de serviço, no qual também é respeitada a manutenção reduzida da jornada de trabalho dentro dos limites legais.
Contamos com o apoio de toda a sociedade, para juntos, lutarmos por serviços públicos de qualidade!
Confira fotos da assembleia geral