

Os servidores públicos do Espírito Santo votaram em assembleia e aprovaram um novo calendário de atividades em defesa da reestruturação de carreiras e com o objetivo de cobrar do executivo estadual o respeito à mesa de negociação. Durante a assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (27/11), a categoria ponderou sobre o desrespeito por parte da Seger em não cumprir com suas promessas, com aprovação da retomada de atos, assembleias e ações em prol da categoria nas próximas semanas. O retorno da greve também foi pontuado.
“Fizemos greve, fizemos festa, fizemos resistência e fizemos história. Decidimos por suspender a greve para atender a promessa da Seger de começar a mesa de negociação em 15 dias. Só que na primeira reunião o secretário Marcelo Calmon nem apareceu, e até hoje (27/11) a secretaria nem nos enviou um simples calendário para as negociações. Nosso prazo final de receber uma proposta ou, ao menos, um sinal verdadeiro do governo para negociar a reestruturação de carreiras é 8 de dezembro”, afirma a presidenta do Sindipúblicos, Renata Setúbal.
A fala da presidenta foi acompanhada pela diretoria e pela categoria, durante uma assembleia, que contou com ampla participação presencial, no auditório do Sindipúblicos, e também de forma online. Após os momentos de falas dos participantes, que demonstraram muita insatisfação por conta da falta de atitude por parte do executivo estadual em ainda não negociar efetivamente com a categoria, foram apresentadas as propostas do Comitê de Greve, com aprovação das estratégias de mobilização e uma agenda de atos e Assembleias Gerais Unificadas (AGU) para os próximos dias.
A primeira Assembleia será na próxima quarta-feira, dia 3 de dezembro, em frente à Seger; e a segunda AGU já está marcada para acontecer na semana seguinte, no dia 10 de dezembro. Além das assembleias, as ações preveem a manutenção do Comitê de Greve – sendo responsável em elaborar o calendário de luta, com atos de mobilização na Grande Vitória e no interior – além da retomada da greve.
“Nós não somos de desistir. E se a intenção do governo é de nos enrolar, eles vão ser surpreendidos, porque a nossa história não nos deixa andar para trás. O caminho que seguiremos é o de união, força e luta, conscientes de que estamos no caminho certo e de que os servidores públicos merecem ser valorizados na prática, e não somente no discurso”, defende a presidenta do Sindipúblicos.