

Os serviços públicos estaduais amanheceram paralisados em todo o Espírito Santo nesta quinta-feira, 13 de agosto. Mais de 40 mil servidores aderiram à paralisação geral e estiveram concentrados em frente às suas unidades de trabalho (secretarias, órgãos, autarquias, fundações e empresas públicas), em atos contra o governo do Estado.
As principais autarquias e secretarias tiveram seus serviços paralisados, como as Ciretran’s da Grande Vitória, 78 unidades do Idaf, 100% dos escritórios e fazendas do Incaper no interior, setor de Biometria do Detran, Iema, Instituto Jones, IPAJM, Ceturb, Polícia Civil, área administrativa do Iases, Secretaria da Fazenda, Hospitais Estaduais, Prodest, DER, Junta Comercial, servidores do Judiciário.
O funcionalismo capixaba reivindica a revisão geral anual com base na inflação do período, a definição de uma data-base para reajuste anual, a regularização da concessão do auxílio-alimentação para as categorias que não recebem tal benefício e a criação de uma mesa permanente de negociação com o governo, conforme determina a Lei Complementar n.º 46/1994.
Os atos públicos são organizados pelo Fórum das Entidades dos Servidores Públicos do Espírito Santo (Fespes), composto por 19 sindicatos e associações representativas dos servidores da Saúde, Segurança, Fazenda, Judiciário, Legislativo, Ministério Público, além dos demais órgãos do Estado.
Greve
A paralisação desta quinta-feira é um indicativo para uma greve geral, que deverá ser deflagrada nas próximas semanas. Isso porque o governo do Estado não cumpre o prazo legal determinado pela lei de greve (n° 7.311/2002) para abrir a negociação, tão pouco atender às demandas do funcionalismo público.
As atividades foram transmitidas ao vivo em http://www.twitcasting.tv/sindipublicoses e várias fotos encaminhadas pelos servidores postadas em nosso facebook.com/sindipublicos. Comente, compartilhe e participe!

Carro de som circulou pelas ruas da Grande Vitória conscientizando a sociedade sobre a paralisação geral.

Cactos da campanha “Hartung, este abraço eu não quero” foram espalhados por várias secretarias e autarquias estaduais