Sem transparência | Juros e amortizações da dívida pública vão à R$1.96 trilhão ultrapassando 50% do orçamento

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Os mesmos banqueiros e empresários que tanto defendem que o investimento com os servidores/previdência não devem sequer ultrapassar os 48,6% (limite prudencial), defendo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), são os principais beneficiados com mais de R$1.96 TRILHÃO do pagamento de juros da dívida pública brasileira. Esse valor foi recorde em 2021 e alcançou 50,78% do Orçamento executado pelo governo federal.

Enquanto cobram sacrifícios dos servidores e de toda sociedade, para eles “não há limites”. Quanto mais, melhor. Não é coincidência que os bancos e fundos de investimentos tiveram lucro recordes, crescendo a cada ano mesmo com uma população empobrecida.

E o pior, conforme muitos especialistas relatam, como Maria Lúcia Fatorelli, esse valor gasto no pagamento com a dívida pública não tem nenhuma transparência, questionam ainda se os valores dos juros seriam de fato esses.

Entra e sai governo e nenhum teve a coragem, o compromisso e a ética em abrir a “caixa preta” da dívida pública. Preferiram propor reformas massacrando o povo a evitar o desgaste de rever e renegociar os valores de juros e amortizações junto aos ‘banqueiros’.

Enquanto os brasileiros endividados correm atrás para negociar suas dívidas questionando juros, multas, o governo federal faz o contrário. Prefere ignorar a necessidade de rever os valores e, sem nenhuma discussão, aceita pagar ao sistema financeiro valor trilhionário.

Para se ter uma dimensão dos valores, enquanto o investimento com a saúde em 2021 foi de R$152 bilhões, apenas 4% do orçamento executado. Já os juros e amortização da dívida foi de R$1.96 TRILHÃO, 50.78%.

É fundamental que seja cobrado transparência e uma auditoria oficial com participação cidadã.

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Por Douglas Dantas, Jornalista do Sindipúblicos, diretor da Fenaj e Sindijornalistas.

FOTO: EDU ANDRADE/Ascom/ME