Sedu terceiriza merenda, proíbe professores de se alimentarem e alimentos são jogados no lixo

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O governo Hartung manteve a política de alimentação zero para os educadores da rede pública estadual que continuam proibidos de se alimentarem com as merendas escolares e também não recebem auxílio-alimentação. A justificativa é que com a terceirização da produção, o valor a ser pago às empresas é unitário, por refeição/aluno, com isso não poderiam mais fornecer aos professores.

No entanto, a falta de controle por parte da Sedu com as empresas terceirizadas está sendo investigada pelo Tribunal de Contas (TCE – 6939/2014), uma vez que o Estado acaba por pagar mais por esse serviço, do que estava gastando quando cada escola realizava por conta própria a alimentação dos seus alunos e professores. Outro ponto destacado pelos educadores entrevistados é que mesmo se o aluno resolver não mais se alimentar é pago o valor médio de R$5 por refeição, mesmo que as que forem descartadas. Apenas em uma escola estadual, de tamanho médio na Serra, é descartado diariamente uma média de 5 kg de alimentos por turno, ou seja, em um mês mais de 110 kg de refeição são jogados fora.

Além disso, alunos têm reclamado que após a terceirização, a qualidade e quantidade dos alimentos fornecidos diminuíram, já que para as empresas, fornecer um prato com menor quantidade, é mais vantajoso.

Com essa proibição, além do governo Hartung não cumprir a legislação estadual que determina o auxílio-alimentação, agora obriga os mesmos levar marmita de casa ou pagar por conta própria. Com isso, diversos educadores tem ficado até mesmo com fome e sem se alimentarem adequadamente, o que acaba por contribuir para o aparecimento de doenças podendo inclusive gerar afastamentos de suas atividades.

Reforça-se que muitas escolas estão localizadas em regiões carentes que sequer possuem restaurantes próximos, dificultando ainda mais o acesso a uma alimentação saudável.

É lamentável que o Estado chegue a tal ponto de proibir o acesso à alimentação, ferindo o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana.

Nota-se claramente que Educação não é prioridade para Hartung, que abraça somente os grandes grupos econômicos que de uma forma ou de outra retiram verbas dos cofres públicos, como é o caso da terceirização da merenda escolar.

O Sindipúblicos irá denunciar esse desperdício de dinheiro publico aos órgãos de controle em todas as esferas, seja estadual e federal.