Secretária de Hartung admite não ter controle sobre valores sonegados recuperados via Refis

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“Saber quanto já recuperamos depende de um tempo”

Em entrevista publicada nesta segunda-feira, 17 de agosto, pelo jornal Metro, a secretária da fazenda, Ana Paula Vescovi, continua a repetir o mesmo discurso da crise, porém, revela que o Estado está realmente sem controle quanto ao montante da recuperação das dívidas dos sonegadores.

“Saber quanto já recuperamos depende de um tempo”

“Saber quanto já recuperamos   depende de um tempo”

Questionada sobre quanto o Estado já recuperou de crédito após o início do Programa de Parcelamento Incentivado de Débitos Fiscais (Refis), em que se premiam os sonegadores com a isenção de multas e parcelamento das dívidas, a secretária faz uma revelação surpreendente: “Saber quanto já recuperamos depende de um tempo de amadurecimento de projetos”. Ou seja, até o momento o governo Hartung não tem controle dos seus credores.

É inaceitável que um governo que se diz quebrado, não tenha controle rígido e números reais de quanto é devido pelos sonegadores, bem como os valores exatos do que já foi recuperado. A declaração da secretária vem reafirmar a lógica do Estado em continuar a privilegiar o grande empresário e não se indispôr em cobrar os bilhões de impostos sonegados, pelo contrário, a política continuará, segundo a secretária, de novos incentivos e benefícios. “Temos que zelar pela construção de um Estado menos burocrático, com regras mais fáceis e compreensíveis para os empreendedores. Precisamos de uma estrutura de apoio para as empresas que querem ampliar seus mercados para outros Estados”.

Já quando é questionada sobre o reajuste dos servidores, a secretária se esquiva e prefere deixar no ar se o governo Hartung irá ou não conceder o direito constitucional aos trabalhadores. “Temos usado a estratégia da sinceridade. Nossa prioridade é pagar os salários em dia. O Espírito Santo entende que devemos ter disciplina fiscal rigorosa para cumprir nossos compromissos”.

É preciso que os órgãos fiscalizadores realizem uma ampla e irrestrita auditoria nas contas do Estado bem como responsabilizar os gestores pela omissão na cobrança dos valores sonegados. Não se pode aceitar que os servidores públicos e a população paguem a dívida do grande empresariado.

Com informações do jornal Metro Grande Vitória.