

Mesmo sem ter cumprido parte das determinações do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), o governo do Estado continua agindo brandamente com a mineradora Samarco. Apesar do Iema ter autonomia em lavrar auto de infração estabelecendo multa devido aos impactos ambientais e a omissão da empresa, o secretário de meio ambiente Rodrigo Júdice, tenta amenizar uma possível punição à Samarco.
Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 11 de novembro, Judice, em conjunto com o Procurador Geral do Estado (PGE), Rodrigo Rabello, comunicaram que o governo Hartung apenas protocolou uma ação cautelar na Vara da Fazenda Pública de Colatina, exigindo que a Samarco cumpra com as ações determinadas pelo Iema.
Apesar da determinação do Iema, a Samarco não apresentou, um plano de fornecimento de água potável para a população dos municípios de Baixo Guandu, Colatina e Linhares, nem disponibilizou equipe multidisciplinar para monitoramento e mitigação dos impactos à fauna e à flora, com emissão de laudos técnicos que ajudem a minimizar os impactos, inclusive, com avaliações de cenários futuros.
Mesmo assim, o Estado preferiu amenizar uma possível penalidade à empresa sem que uma multa fosse efetuada já que a empresa, além de estar em um dos maiores desastres ambientais do Brasil, até o momento não ter se comprometido em cumprir as determinações do Iema.
Durante coletiva de imprensa, Judice e Rabello ainda amenizaram a situação destacando que o Estado já está assumindo muitas das ações que deveriam estar sendo efetuadas pela empresa, inclusive convocando a população a doar água aos municípios afetados.
Nota-se mais uma vez que o poder econômico sobrepõe a independência do Estado, revelando a estreita ligação entre os membros do governo Hartung, entre esses o secretário de meio ambiente, e as empresas financiadoras de campanhas.
Recentemente, o mesmo secretário isentou a Samarco de uma multa de R$ 204 mil, prática essa que vem sendo adotada para amenizar a punição à várias empresas que desrespeitam o meio ambiente no Estado, causando prejuízos aos cofres estaduais e também à toda população.
Com informações do Gazeta OnLine e Século Diário