

A diretoria do Sindipúblicos, representada pelo presidente Iran Caetano e a diretora Renata Setubal, foi recebida pelo governador Renato Casagrande em uma extensa reunião na tarde desta quinta-feira, 28 de abril no Palácio Anchieta.
Também participaram da reunião o presidente da Assin, Luis Bricalli, representantes da agricultura familiar, servidores do Incaper e a deputada estadual Iriny Lopes. Entre os assuntos abordados, estiveram os principais problemas enfrentados pelos servidores do Incaper.
Foi colocada ao governador a insatisfação da categoria quanto à reestruturação da carreira que não atendeu a maioria dos servidores; a necessidade de revisão dos cargos e quantidade de vagas a serem disponibilizados no concurso público; a falta de insumos como gasolina; a não inclusão dos servidores em cargo de vacância/extinção e dos aposentados no projeto de reestruturação, dentre outros pontos.
Para o Presidente da Assin, Luiz Bricalli, a reunião foi considerada positiva. “O Governador nos recebeu. Ouviu dos servidores o outro lado da moeda. Falamos que o Incaper não está no rumo certo, que os servidores precisam ser valorizados com melhores salários e que o Incaper precisa avançar na gestão interna. É nossa função apontar novos caminhos para o Incaper voltar ao trilho. Mas não vamos parar por aí. Continuaremos a nossa luta que é diária para alcançarmos o Incaper que queremos.”
A importância do Incaper para a população capixaba foi destacada pelos servidores e demais participantes da reunião. Edegar Formentini, servidor aposentado do Incaper, abordou a importância do governo valorizar os servidores:
“Entendo que, considerando a conjuntura complexa que estamos vivendo, foi uma reunião bastante produtiva por vários motivos: A agricultura familiar representada pelas diversas entidades e movimentos esteve presente e solidária conosco; Apresentamos ao governador a visão que os servidores têm sobre o instituto que é diferente daquela apresentada pelas chefias; O governador recebeu nossa pauta e não teve argumentos para contestá-la; Ficaram bem encaminhadas a questão dos Auxiliares de Campo, do Ticket alimentação, do concurso público e garantia de que não faltará combustível para o trabalho dos servidores do Incaper. Foi sinalizada também a abertura de um canal de diálogo para a discussão do plano de cargos e vencimentos para implantação futura.”

“O Incaper é de extrema importância para a segurança alimentar da população capixaba e deve ser tratado com seu devido respeito e seus servidores valorizados” complementou Renata Setubal, diretora do Sindipúblicos.
“Sou auxiliar de desenvolvimento rural e nos sentimos desamparados com a extinção da carreira e sequer termos sido contemplados” comentou Ronildo Gabriel.
A deputada Iriny Lopes se mostrou preocupada com a reestruturação do Incaper e das demais autarquias. Criticou inclusive a forma que os projetos foram encaminhados com urgência sem possibilidade de uma discussão. Por fim, disse da necessidade do governo “equilibrar entre a Responsabilidade fiscal e a social”.
A representante dos agricultores familiares, Ednalva lembrou que “os assentamentos são atendidos pelo Incaper. Mas vemos muitas vezes a falta de recursos e de pessoal para nos atender. Não dá pra viver remotamente sem comida. Tratar com carinho e respeito todos do campo. É uma questão de soberania alimentar”.
Governador
Após ouvir os participantes, o governador ponderou que: quanto a falta de estrutura e insumos “não faz sentido faltar estrutura de trabalho. Isso não pode acontecer. Nosso objetivo é garantir condições de trabalho e gasolina, equipamentos” quanto a reestruturação das carreiras Casagrande comentou: “A tabela do Incaper, por exemplo, é aquém do que merecem. Mas este ano não conseguimos mais mexer em tabela nenhuma. Vamos estudar a inclusão dos cargos em vacância, vamos rever isso”; já sobre os problemas no concurso público, o governador solicitou ao secretário de agricultura Mário Louzada e as representantes da Seger que estavam na reunião, que a associação, o sindicato e demanda dos servidores sejam estudadas pela comissão.
Demandas dos servidores também foram abordadas
Após os pontos quanto ao Incaper, o presidente do Sindicato, Iran Caetano lembrou ao governador sobre demais demandas dos servidores públicos. Entre elas, a necessidade da revisão do valor do auxílio-alimentação. “Governador, R$300 não dá pra se alimentar. Temos municípios que o valor é bem maior que esse”; colocou à mesa a insatisfação dos servidores quanto a revisão geral ter sido bem abaixo da inflação acumulada.
Ainda registrou que o projeto de reestruturação não contemplou a maioria das categorias, deixando de fora profissionais dos cargos em extinção/vacância e os aposentados e ainda cobrou a necessidade do governo atender aos servidores que aguardam por sua aposentadoria.
Reestruturação das Carreiras
O governador Casagrande justificou que o projeto de reestruturação foi uma tentativa de organizar o serviço público, “ nivelando por cima. Queremos avançar mais. A tabela do Incaper, por exemplo, é aquém do que merecem. Mas este ano não conseguimos mais mexer em tabela nenhuma”.
Auxílio-alimentação
O governador, no entanto, abriu o diálogo sobre a possibilidade de reposição do auxílio-alimentação. “Estamos estudando o pagamento por meio de cartão magnético. Podemos com essa implantação estudar a revisão do valor. Nossa previsão é em maio, aí conversamos novamente”.
Cargos em vacância e em extinção
Outro ponto que Casagrande disse ser possível reavaliar é de incluir os cargos em vacância e extinção no projeto de reestruturação das carreiras. “De fato não é justo deixarmos uma parte da categoria sem ser contemplada devido ao cargo estar sendo extinto. Eles continuam atuando. Vamos rever isso”.
Aposentadoria em atraso
Nesse ponto o governador reforçou que aguarda posicionamento do ministro do Supremo, Kássio Nunes. “Estivemos em Brasília. Estamos aguardando o posicionamento para atender essa demanda dos servidores” comentou Casagrande.
Durante a reunião, os diretores da Assin entregaram um documento reforçando o pleito dos servidores do Incaper. Por fim, ficou acordada a necessidade da manutenção do diálogo permanente com a participação do governador e da Seger para avançar nas demandas apresentadas.










