Retorno do racionamento – População será penalizada por má gestão do governo

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O que todo capixaba temia, devido a inércia do governo em agir, mesmo com meses já seguidos de seca, está prestes a acontecer: o retorno do racionamento.
E apesar da promessa do governo Hartung, da criação de novas barragens e diques para evitar a necessidade de novos racionamentos, até o momento quase nada foi feito.
No entanto, mesmo com a falta de chuva dos últimos meses, o governo continua sem realizar o racionamento, o que para muitos especialistas e parte da população deveria ter sido mantido, mesmo que de forma mais branda, para contribuir na conscientização da sociedade.
A Cesan “não descarta um novo racionamento de água na Grande Vitória. Com as chuvas abaixo do que era esperado para este verão, os rios Jucu e Santa Maria da Vitória estão em estado de alerta. O primeiro está próximo da vazão considerada crítica e o segundo está abaixo dela, segundo dados da Agência Estadual de Recursos Hídrico (Agerh)”.
No mês de novembro de 2016 o índice dos dois rios chegou a atingir 23 mil litros por segundo, mas vem despencando nos últimos meses. No Rio Jucu atualmente é de 5,5 mil litros por segundo, a crítica é de 5,2 mil. Já o Rio Santa Maria da Vitória está com vazão de 2,6 mil litros por segundo, abaixo da crítica, que é de 3,8 mil.
De acordo com a Cesan, entretanto, a captação de água nos dois mananciais ainda pode ser feita. No Rio Santa Maria da Vitória, a reserva de água na represa de Rio Bonito está dentro dos padrões desejáveis, por isso não há previsão de racionamento para os bairros atendidos pelo Rio Santa Maria da Vitória.
Já no Jucu, o serviço de abastecimento da população ainda não está comprometido. Mas, em nota, a Cesan “não descarta retornar com o rodízio no abastecimento de água”.
Em outubro de 2016, a Grande Vitória enfrentou um racionamento por conta do baixo nível dos dois rios que abastecem a região. Na época, o rodízio funcionava da seguinte maneira: 416 bairros de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Viana e Fundão foram divididos em sete regiões. Cada uma ficava sem água por 24 horas, uma vez por semana.
Consumo humano
A Agerh destaca que, se o período de estiagem se prolongar, as vazões dos rios podem diminuir e comprometer o abastecimento. “Por isso, é importante que o consumo racional de água seja um comportamento constante dos usuários”, informou, em nota.
O órgão também informou que o cenário de alerta continua e a captação de água para fins que não sejam o de abastecimento humano está proibida durante o dia, das 5h às 18h, em todo o Estado.
Diante a crise hídrica é inaceitável a proposta de extinção do Iema, principal órgão fiscalizador do meio ambiente. O Sindipúblicos cobra que o governo fortaleça o Iema e a AGRH e realize uma gestão eficiente que venha a garantir o abastecimento de água à população.
Fonte: Gazeta On Line