


Ao iniciar a discussão da composição dos novos ministros do governo Temer, o governador Hartung chegou a sair em várias colunas de economia sendo um dos principais nomes para assumir o Ministério da Fazenda.
Mas, tudo parece não ter passado de boatos. Esse fato é constatado devido a Hartung responder no Supremo Tribunal Federal (STF) a processo movido pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, no qual o Sindipúblicos também é uma das partes interessadas. Nesse processo se questiona a legalidade da política indiscriminada de concessões e renúncias fiscais ao empresariado, inclusive por essas não seguirem as recomendações do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Os valores, que no Espírito Santo estima-se ser superior à R$ 4 bilhões de isenções fiscais durante o atual governo Hartung, são considerados por vários governadores como uma forma desleal para empresas se instalarem no Estado, sem que as mesmas façam qualquer contrapartida compensatória aos valores renunciados, conforme prevê a lei de responsabilidade fiscal.
A política de Hartung é totalmente contrária às declarações de Henrique Meirelles, atual ministro da fazenda. Diferente do capixaba, o novo ministro é totalmente contrário ao que chama de “bolsa empresário”. “Vamos cortar a chamada ‘bolsa empresário’, ou seja, as desonerações, que são valores enormes que deveriam ser pagos pelas empresas. A conta de salários do governo federal é enorme. Devemos e vamos cortar privilégios daqueles que não precisam”.
Visão totalmente oposta ao do governador Hartung, que além de defender indiscriminadamente a ‘bolsa empresário’, também defende os cortes em serviços essenciais e aos servidores públicos, mas mantendo privilégios de comissionados e do alto escalão do governo estadual.
Além disso, a falta de credibilidade de Hartung em Brasília foi reforçada após Temer rejeitar a indicação feita pelo governador para o ex-deputado Zé Carlinhos, acusado de envolvimento na máfia das sanguessugas, ser o chefe de gabinete do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.
Hartung cada vez mais tem sido visto como uma figura não grata, ao implantar políticas sem diálogo com demais políticos nacionais e muito menos com o apoio da população, tem sido duramente criticado por alguns governadores, como Geraldo Alckmin, que move ação contra o capixaba.
É preciso fazer com que o Ministro da Fazenda cumpra sua promessa e exija que os Estados também sigam a prerrogativa nacional de redução de benefícios fiscais e cortes de privilégios ao empresariado e políticos em consonância com a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Com informações de Século Diário, Valor Econômico, Revista Época e Bom Dia Brasil.