
Com alto índice de rejeição da comunidade escolar capixaba, o secretário de educação Haroldo Corrêa Rocha aceitou entrar no governo Temer, que também possui a maior rejeição da história do país.
Mais uma vez o governo Hartung mostra que os seus laços de parceria fogem à ética e a moralidade ao indicar secretários para um governo envolvido em inúmeros casos de corrupção. Além de Haroldo, que irá assumir como secretário-executivo do MEC; Ana Paula Vescovi está na Secretaria da Fazenda; no Ministério das Minas e Energia, o “vice-ministro” é Márcio Félix e o diretor executivo do DNIT é Halpher Luiggi.
Enquanto o governo Hartung se vangloria por ter implantado algumas escolas vivas, unidades de tempo integral, a comunidade escolar denuncia que na prática a maioria das escolas estão sucateadas, faltando de insumos básicos para o ensino à professores. Além disso, apesar do Espírito Santo figurar entre os estados com alto índice de jovens fora da escola, o governo fechou turmas e unidades de ensino.
As indicações de Hartung contradiz também a desculpa do mesmo não ter ido à inauguração do aeroporto, devido a divulgação de escândalos de corrupção do governo Temer. Ao que indica, ele não foi por medo de enfrentar os capixabas que ali estavam.
No lugar de Haroldo, entra o economista Aridelmo Teixeira, professor da Fucape. A comunidade escolar cobra do novo secretário de educação que estabeleça efetivamente um diálogo e recupere, nesses últimos meses de governo, o tempo perdido pela gestão anterior que sucateou o ensino no Espírito Santo.