Reestruturação na carreira com valorização salarial é uma das demandas dos servidores do IPAJM

Diárias e valorização salarial foram alguns dos temas de assembleia no Idaf
28 de setembro de 2023
Aberta a temporada de assembleias para organizar a Campanha Salarial de 2024
1 de outubro de 2023

Profissionais cobram ajustes na tabela de cargos e salários que diminua a diferença entre os níveis médio e superior

A falta de valorização salarial foi um dos principais pontos discutidos pelos servidores durante a Assembleia no IPAJM na quinta-feira (28). 

Os servidores relatam que as mudanças tecnológicas afetaram diretamente na atuação de diversas carreiras do IPAJM extinguindo e modificando funções, inclusive com desvio funcional. 

Citaram exemplos até mesmo de profissionais de nível médio atuando como coordenadores de profissionais de nível superior.

Tudo isso demonstra, segundo os servidores, a necessidade de uma revisão na tabela de cargos e salários que atenda uma reorganização na carreira e garanta melhorias salariais. “Entendemos as especificidades de cada um e a importância no IPAJM. Mas precisamos que o nível médio chegue ao menos em torno de 70% do nível superior. Tratamos de uma matéria sensível aos servidores públicos, a sua aposentadoria. Precisamos ser devidamente valorizados” comenta Ronaldo Teixeira. 

Outra questão levantada é a necessidade urgente do reajuste das diárias. Foi exemplificado que servidores realizaram diligências em Barra de São Francisco e Colatina pelo IPAJM, mas o valor da diária é tão baixo que sequer conseguiram hotel nessas cidades, tendo que pernoitar em Águia Branca e mesmo assim, pedindo um desconto em cima do valor para conseguir pagar a hospedagem. 

Também colocaram a necessidade da abertura de concurso para peritos, que possam atender inclusive no interior para evitar deslocamentos. 

A recomposição das perdas salariais dos últimos anos também foi pauta. Atualmente, os servidores estaduais estão com um acúmulo de 19,4% referente aos últimos quatro anos.

Conquistas em 2023

A diretoria do Sindipúblicos presente, representada pelo vice-presidente Rodolfo de Melo e as diretoras Magna Manoeli e Silvia Sardenberg, comentou sobre o avanço nas negociações da Campanha Salarial de 2023 e o planejamento para a de 2024.

A nova postura da atual diretoria do Sindipúblicos garantiu a mesa de negociação permanente com o governo, com diálogo constante. O que já resultou na revisão geral anual; 100% no reajuste do auxílio-alimentação, passando de R$ 300 para R$ 600; a nomeação dos ASE’s e dos Analistas do Executivo; a garantia da aposentadoria dos atingidos pela inconstitucionalidade da Lei 187/2000, abrangidos pela modulação do STF e realização de novos concursos públicos no Idaf, Incaper, Iema, Agentes de Suporte Educacionais e Analistas do Executivo.

Pendências

No entanto, foi lembrado que ainda há pendências. O Sindipúblicos tem cobrado a atualização dos valores da diária e a apresentação pela Seger de um estudo sobre as carreiras em extinção na vacância, garantindo a valorização dos profissionais que ficaram de fora do processo de reestruturação de carreiras em março de 2022.

Para isso, os dirigentes presentes na Assembleia reforçaram a importância da mobilização da categoria nas atividades do Sindicato. 

 

Próximas Assembleias:

03 de outubro (terça): IEMA, às 09h – refeitório da sede e por teleconferência

03 de outubro (terça): Carreiras extintas na vacância, às 13h30 – auditório do Sindipúblicos e por teleconferência

04 de outubro (quarta): DETRAN, às 13h30 – auditório do Detran e por teleconferência

05 de outubro (quinta): Técnicos Administrativos vinculados a Seger, às 10h – auditório do Sindipúblicos e por teleconferência

05 de outubro (quinta): DIO, às 13h30 – sala de reuniões da Aderes

 

Todas as assembleias têm como pontos de pauta: 1) Informes; 2) Estabelecimento da pauta de reivindicações da categoria que comporá a Campanha Salarial 2023 – 2024 a ser negociada com o Governo do Estado e 3) Assuntos gerais.

 

* Perdas salariais calculadas com base no IPCA/IBGE de 01/2019 à 08/2023 (31%), subtraídos os reajustes concedidos pelo Governo Casagrande de 3.5% em 2019, 6% em 2022 e 5% em 2023, somados 3% referente a alteração da alíquota previdenciária prevista na Lei 931/2019.