
Exigimos respeito! Contra a Inflação, Corrupção, Arrocho Salarial e a Política Econômica do Governo!
O povo não aguenta mais tanto desrespeito! Governantes na televisão discursam que a inflação está controlada. E na prática, a população precisa deixar de comprar certos alimentos, prejudicando sua saúde, devido a alta de preços. Para os servidores, a promessa de valorização do serviço público não sai do papel. E o reajuste até agora é um grande mistério, com o governo mudo sem nada a dizer. Enquanto isso, os governos concedem incentivos fiscais às grandes empresas em detrimento à prestação de um serviço público de qualidade. Agrava-se a todo esse cenário, a impunidade a diversos entes públicos acusados de corrupção com processos engavetados!
Alta nos preços dos alimentos essenciais continua
Tudo o que a população brasileira mais temia assombra novamente: a inflação. Não adianta o governo tentar esconder ou manipular os números, o povo já sente no bolso o aumento do custo de vida. Nas prateleiras dos supermercados e quitandas é nítido o aumento dos preços da comida. Mais altos estão também as tarifas de transporte, o vestuário, o aluguel e outras despesas. E o pior ainda está por vir com novo aumento da gasolina que, como sempre, desencadeia aumentos nos mais diversos produtos e serviços. Segundo dados do DIEESE, Vitória continua tendo a terceira cesta básica mais cara do país, calculada em R$ 328,94. Entre os produtos com maior alta inflacionária esta o tomate, que chegou a custar R$15 o quilo em algumas capitais. No entanto, também pesou no bolso o aumento da batata, leite, banana entre outros alimentos essenciais na mesa do brasileiro. Mesmo com tantos aumentos, o salário do trabalhador continua bem abaixo do mínimo recomendado pelo DIEESE para uma família suprir as necessidades básicas, que seria de R$ 2.892,47.
Envolvidos em corrupção ganham nomeações no governo
Só no último ano, diversos casos de corrupção vieram à tona: Operação Pixote, com secretário de Estado, diretoria do Iases e empresários envolvidos; Caso Sincades, onde o governo insiste em desrespeitar a Constituição e oferecer benefícios fiscais ilegais em detrimento à arrecadação e investimento em bens e serviços públicos; Operação Derrama, envolvendo ex-prefeitos e até mesmo a mulher do presidente da ALES e a Operação Lee Osvald, onde o ex-governador Paulo Hartung, o ex-prefeito de Presidente Kennedy, Reginaldo Quinta (PTB), e seis secretários municipais foram citados; além de obras superfaturadas como o Posto Fiscal de R$26 milhões e uma ponte de R$1,6 milhão. A punição para os envolvidos na maioria dos casos foi apenas afastamento do cargo, quando não agraciados com uma vaga no governo estadual. Ao invés de Casagrande nomear fichas limpas para suas pastas, ultimamente o governador tem escolhido prefeitos que perderam as eleições e até mesmo políticos envolvidos em escândalos, como é o caso de Norma Ayub que ganhou de presente de Casagrande o cargo de assessora da Casa Civil. Ex-prefeita de Itapemirim, ela foi presa durante Operação Derrama por envolvimento em esquemas de corrupção.
Casagrande se cala quanto ao reajuste e descumpre Constituição
Exigimos respeito! As entidades representativas das servidoras e dos servidores públicos estaduais vêm a público manifestar veemente repúdio quanto à postura do Governo Casagrande em descumprir o inciso X do artigo 37 da Constituição Federal que determina a revisão anual dos salários do funcionalismo público, até então praticada entre os meses de março e/ou abril de cada ano. Tal postura demonstra total desrespeito e descaso para com os servidores, dando continuidade a práticas de seus antecessores. Enquanto isso, milhões de reais são gastos com publicidade para divulgar “avanços do Espírito Santo” que na prática não vemos na prestação de serviços públicos à sociedade. Além das péssimas condições de trabalho, o servidor público sequer tem sua remuneração – que já é defasada – atualizada conforme os índices inflacionários. Se não bastassem os índices abaixo da inflação aplicados pelo Poder Executivo até 2012, os quais não repuseram minimamente o poder de compra dos salários, vivenciamos agora a tentativa de calote, considerando que ninguém da cúpula governamental sequer sabe quando e qual será o índice de revisão das remunerações. O clima de indignação nas categorias é generalizado. E cada uma tem a sua pauta de reivindicações específicas em discussão com o Governo. Além das reivindicações específicas de cada setor, exigimos o reajuste do auxílio alimentação (hoje no valor ínfimo de R$ 132,00), a aplicação integral do índice inflacionário apurado entre abril de 2012 a março de 2013, estimado em 7,10%, acrescido de 0,47%, resíduo do ano de 2012, totalizando o mínimo de 7,57% e ganho real de salário.
