Projeto cobra isonomia salarial entre homens e mulheres

Governo Temer e Planos de Saúde articulam fim do SUS
12 de abril de 2018
Torpedos de alertas da Defesa Civil só chegam após temporal
16 de abril de 2018

As empresas contratadas pelos órgãos públicos estaduais para realização de obras ou prestação de serviços deverão comprovar em sua estrutura organizacional a adoção de mecanismos que garantam equiparação salarial entre homens e mulheres no desempenho das mesmas funções.  É o que prevê o Projeto de Lei (PL) 51/2018, de autoria do deputado Doutor Hércules (MDB).

De acordo com a matéria, todos os órgãos da administração pública direta, indireta e fundacional deverão exigir das pessoas jurídicas vencedoras de licitações, como condição para assinatura do contrato, a comprovação ou o compromisso de adoção de mecanismos que impeçam às mulheres ganharem menos do que os homens no exercício de tarefas equivalentes.

O projeto estabelece também que o vencedor da licitação que não aceitar as condições do contrato relativas à equidade salarial entre homens e mulheres, será desclassificado, ficando a administração pública autorizada a convocar os licitantes remanescentes.

Na justificativa do Projeto de lei está demonstrado, por meio de estudos, que no Brasil mulheres recebem cerca de 30% a menos que os homens, com a mesma idade e nível de instrução, sendo que as mulheres negras e pardas são ainda mais prejudicadas, chegando a receber 65% a menos.

De acordo com o IBGE, prossegue o parlamentar, a educação foi uma das formas encontradas pelas mulheres para tentar superar as desvantagens, sendo que em 2009 os dados demonstravam que a média de anos de estudo da população ocupada no Brasil era de 8,7 anos para as mulheres contra 7,7 para os homens.

O Sindipúblicos entende que é dever do Estado estabelecer políticas públicas que garanta a igualdade de gênero no serviço público, propiciando um ambiente de trabalho de respeito às diferenças.

Fonte: ALES