Prédios do Estado correm risco de incêndio de grandes proporções

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Alguns prédios, sedes de secretarias e autarquias estaduais, correm risco de incêndios de grande magnitude como o que veio a ruir um prédio de 24 andares no centro de São Paulo.

Conforme já denunciado pelo Sindipúblicos após minuciosas vistorias técnicas, alguns prédios, como o Ed. Fábio Ruschi, tem graves falhas na prevenção e combate a incêndios. O prédio onde funciona a Seger e demais secretarias poderia rapidamente ser consumido pelo fogo ceifando centenas de servidores que ali atuam. Isso devido a escada ser um vão livre que liga todos os andares, semelhante à situação do fosso aberto dos elevadores do Ed. Wilton Paes de Almeida no Centro de São Paulo, o que contribuiu para a rápida propagação do fogo e fumaça.

Apesar do fato já ter sido denunciado desde 2013, o governo estadual além de manter seus servidores no local, não providenciou instalações de portas corta chama.

Além do Fábio Ruschi, vários outros prédios possuem problemas em suas estruturas. Na Fames, além dos extintores estarem mal sinalizados, faltavam mangueiras de incêndio e sistema de alarme. Na vistoria realizada no prédio onde funciona a Aderes, o 11º sequer possuia extintor de incêndio.  Na sede do Iema, em Cariacica, a situação se repete, em que faltavam mangueiras e saídas de emergência e sequer possuia rotas de fugas. A situação se repete também em hospitais e delegacias, que apresentam falhas na infraestrutura e na prevenção a incêndio.

Outro fator identificado em quase totalidade dos mais de 50 locais visitados pela equipe técnica de Segurança do Trabalho do Sindipúblicos, é a precariedade das instalações elétricas, com muita fiação exposta agravando o risco de incêndio.

Como os problemas persistem, estando em desacordo às Normas Regulamentadoras (NR’s), a maioria das secretarias e autarquias estaduais estão sem alvará do Corpo de Bombeiros, reforçando a tese de risco iminente.

Foram gerados laudos em todos os locais visitados (clique aqui) e encaminhado ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e Corpo de Bombeiros. O Sindicato cobra celeridade na fiscalização pelos órgãos competentes para evitar que vidas sejam perdidas devido a incompetência da gestão pública.

Alunos em risco

Os milhares de estudantes da rede pública de educação estão sofrendo sérios riscos. Além da falta de infraestrutura, com mofo, infiltrações, goteiras, também se repete a falta de equipamentos necessários para a prevenção e combate à incêndios. Sem estarem adequadas, a maioria das escolas também estão sem alvará do Corpo de Bombeiros.

Apesar da garantia constitucional de adentrar aos locais de trabalho onde atuam seus trabalhadores representados, em um ato ditatorial e desesperado, o secretário Haroldo Rocha, proibiu que a equipe do Sindipúblicos vistoriasse as escolas. Por isso, para alertarmos às autoridades competentes solicitamos que a comunidade escolar encaminhem fotos atuais, identificando qual escola e data para nosso email comunicacao@sindipublicos.com.br para prosseguirmos a nossa atuação em defesa de um ambiente de trabalho seguro a todos.