

O Espírito Santo vive um momento de forte expansão econômica, com projeções que devem ampliar ainda mais a arrecadação estadual e abrir caminho para atender ao pleito dos servidores públicos: a reestruturação das carreiras, com a recuperação de parte das perdas salariais acumuladas — que já somam cerca de 50% nos últimos anos.
Na área de infraestrutura, o Porto de Vitória dobrou sua capacidade de receber navios de grande porte. Agora, são até 1.089 embarcações do tipo Panamax — com 245 metros de comprimento e 32,5 metros de boca — frente ao limite anterior de 504. Em maio, o porto já havia ampliado o porte bruto das embarcações recebidas para até 83 mil toneladas, resultado da dragagem e da revisão técnica da Norma de Tráfego Marítimo.
Na indústria do petróleo, os números são ainda mais expressivos. A Petrobras obteve os licenciamentos necessários para interligar três novos poços ao navio-plataforma P-58, no campo de Jubarte, no litoral Sul capixaba. A expectativa é de que esses poços adicionem 60 mil barris de óleo equivalente por dia à produção estadual. A petroleira Prio também deve iniciar em breve a operação do campo de Wahoo, com mais 40 mil barris diários. Juntas, essas iniciativas devem elevar a produção capixaba em mais de 60%, com reflexos diretos na arrecadação estadual.
Esses avanços se somam a um cenário de consolidação econômica, com arrecadações recordes ano após ano. O Estado, inclusive, mantém o Fundo Soberano com mais de R$ 2,2 bilhões disponíveis para investimentos — um indicativo claro de estabilidade fiscal.
Todo esse contexto fortalece a capacidade financeira do Estado e torna plenamente viável a proposta de reestruturação das carreiras dos servidores públicos. Segundo estudos, a medida teria impacto de apenas 1,1% na folha de pagamento do Executivo, mas poderia recuperar até 30% das perdas salariais acumuladas — um avanço significativo para quem sustenta os serviços públicos capixabas.
Destaca-se ainda que apesar da sólida economia, o governo investe apenas 35,3% da arrecadação nos servidores do executivo — bem abaixo do mínimo de 44,1% previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Há espaço, há recursos, e há uma dívida histórica com quem sustentou o Estado nos momentos mais difíceis.
“Economicamente, não há nenhuma justificativa para negar o pleito dos servidores. Após anos sem valorização e com perdas acumuladas, agora é a vez do governador cumprir seu compromisso de campanha e reconhecer os servidores que sempre se doaram para o Estado alcançar a excelência financeira atual”, afirma Iran Caetano, diretor do Sindipúblicos.
A mobilização continua sendo essencial para mostrar à sociedade e ao governo a força dos servidores. Participe do ato “Negocia, Casão!”, que acontece neste dia 27 de agosto, às 9h30, em frente à Casa Porto (Gruta da Onça, Centro de Vitória). A presença de todos é fundamental para reafirmar que valorização não é gasto — é investimento.
Vamos juntos cobrar o que é justo. Negocia, Casão!
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Texto: Douglas Dantas Foto: Divulgação/Vports