

Diferente dos demais estados como São Paulo (+17 mil vagas) e Santa Catarina (+6.130), o Espírito Santo ficou entre os piores no ranking do desemprego em agosto. Segundo dados do Ministério do Trabalho, o saldo negativo foi de 2.847 vagas, atrás apenas de Minas (-9.445) e Rio de Janeiro (-3400).
O resultado, segundo economistas, é fruto da falta de uma política de geração de renda e investimentos do governo estadual que tem promovido cortes desproporcionais nos serviços públicos afetando diretamente a geração de novas vagas.
“Criou-se um mito de que ajuste fiscal faz bem pra economia. Ajuste fiscal só faz bem pros empresários que lucram com as bilionárias isenções fiscais. A política de restringir gasto público só gera desemprego, pobreza, violência e mais uma vez os números confirmam”, avalia o economista e mestre em políticas social Sammer Siman.
Apesar de possuir dinheiro em caixa, o governador Hartung insiste em paralisar obras; não realizar concursos e sequer concede o reajuste inflacionário anual aos servidores. Fatores esses que injetariam milhões mensalmente na economia capixaba contribuindo diretamente para abertura de novas vagas.Além dos cortes, o governo Hartung ignora a agricultura familiar, deixando sucateado o Incaper, instituto responsável por prestar assistência à milhares de famílias que são responsáveis em média por 80% da economia dos pequenos e médios municípios.
É preciso que o governo Hartung retorne com os investimentos e reveja sua política econômica, garantindo assim a geração de novas vagas e contribuindo na garantia de serviços públicos de qualidade aos capixabas.
Fonte: CAGED/MTE; Metro Jornal