Petroleiros denunciam golpe de Temer para forçar importação de combustíveis

Servidores do Incaper aprovam manifestações contra descaso do governo
24 de maio de 2018
Vídeo denuncia caos na saúde capixaba
25 de maio de 2018

Em vídeo divulgado pela Super FM de Belo Horizonte, o coordenador geral do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais, Anselmo Luciano da Silva Braga, denuncia que, à mando do governo Temer, as refinarias estão produzindo com baixa capacidade propositalmente.

O objetivo seria afetar o abastecimento de combustíveis no Brasil, forçando assim a importação e privilegiando grandes multinacionais que já estão ‘de olho’ na privatização da Petrobrás.

Opinião reforçada por Alexandre Finamori, diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP).  “Essa política de preços está vinculada a uma estratégia de privatização da Petrobrás. Nenhuma empresa estrangeira quer vir para o Brasil construir ou comprar uma refinaria com o preço da gasolina fixado pelo Estado e tendo como objetivo cumprir uma função social de segurar a inflação. Então, a Petrobrás tem subido o preço de tal forma que hoje é interessante importar gasolina. Hoje, 40% do consumo interno de derivados no Brasil é importado, enquanto temos refinarias com capacidade ociosa. O preço dos combustíveis está tão alto que compensa trazer de fora – em uma jogada estratégica da atual gestão da empresa”.

Diante aos fatos, os petroleiros estão aprovando paralisações para se somarem aos caminhoneiros denunciando a política de preços de petróleo do governo Temer com o intuito de forçar a mudança dessa estratégia fazendo com que os preços sejam reduzidos beneficiando assim toda a sociedade que tem diversos insumos e produtos encarecidos diante a alta de preços.

Alta dos preços

Somente de fevereiro até agora (período em que a Petrobrás passou a divulgar o preço da gasolina e do diesel nas refinarias), o valor dos combustíveis repassado aos distribuidores subiu em média 34%.

Isso comprova que a alta dos combustíveis está associada, principalmente, à política da Petrobrás de atrelar os preços praticados no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional. Segundo dados da própria Petrobrás, a gasolina A subiu 34,89%, passando de R$ 1,5148 em 20 de fevereiro de 2018 para R$ 2,0433 em 23 de maio.

Já o diesel A teve uma alta de 34,44% nos últimos três meses (custava R$ 1,7369 em 20 de fevereiro e passou a R$ 2,3351 em 23 de maio). A mesma lógica é adotada para o gás de cozinha (botijão 13kg) – cujo preço médio no Brasil saltou de R$ 53,121 em junho de 2017 (quando foi implantada a paridade dos preços do gás com o mercado internacional) para R$ 66,966 em abril de 2018. No entanto, a própria Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), já é possível encontrar botijão de gás sendo vendido a R$ 120 no Brasil.

O Sindipúblicos reforça sua posição em defesa da sociedade e cobra dos governos estadual e federal a revisão da política de preços que venha beneficiar o livre comércio sem sobrecarregar a população.

 

Fonte: Jornal Super Notícia / Sindipetro-MG / FUP