
Em vídeo divulgado pela Super FM de Belo Horizonte, o coordenador geral do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais, Anselmo Luciano da Silva Braga, denuncia que, à mando do governo Temer, as refinarias estão produzindo com baixa capacidade propositalmente.
O objetivo seria afetar o abastecimento de combustíveis no Brasil, forçando assim a importação e privilegiando grandes multinacionais que já estão ‘de olho’ na privatização da Petrobrás.
Opinião reforçada por Alexandre Finamori, diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP). “Essa política de preços está vinculada a uma estratégia de privatização da Petrobrás. Nenhuma empresa estrangeira quer vir para o Brasil construir ou comprar uma refinaria com o preço da gasolina fixado pelo Estado e tendo como objetivo cumprir uma função social de segurar a inflação. Então, a Petrobrás tem subido o preço de tal forma que hoje é interessante importar gasolina. Hoje, 40% do consumo interno de derivados no Brasil é importado, enquanto temos refinarias com capacidade ociosa. O preço dos combustíveis está tão alto que compensa trazer de fora – em uma jogada estratégica da atual gestão da empresa”.
Diante aos fatos, os petroleiros estão aprovando paralisações para se somarem aos caminhoneiros denunciando a política de preços de petróleo do governo Temer com o intuito de forçar a mudança dessa estratégia fazendo com que os preços sejam reduzidos beneficiando assim toda a sociedade que tem diversos insumos e produtos encarecidos diante a alta de preços.
Alta dos preços
Somente de fevereiro até agora (período em que a Petrobrás passou a divulgar o preço da gasolina e do diesel nas refinarias), o valor dos combustíveis repassado aos distribuidores subiu em média 34%.
Isso comprova que a alta dos combustíveis está associada, principalmente, à política da Petrobrás de atrelar os preços praticados no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional. Segundo dados da própria Petrobrás, a gasolina A subiu 34,89%, passando de R$ 1,5148 em 20 de fevereiro de 2018 para R$ 2,0433 em 23 de maio.
Já o diesel A teve uma alta de 34,44% nos últimos três meses (custava R$ 1,7369 em 20 de fevereiro e passou a R$ 2,3351 em 23 de maio). A mesma lógica é adotada para o gás de cozinha (botijão 13kg) – cujo preço médio no Brasil saltou de R$ 53,121 em junho de 2017 (quando foi implantada a paridade dos preços do gás com o mercado internacional) para R$ 66,966 em abril de 2018. No entanto, a própria Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), já é possível encontrar botijão de gás sendo vendido a R$ 120 no Brasil.
O Sindipúblicos reforça sua posição em defesa da sociedade e cobra dos governos estadual e federal a revisão da política de preços que venha beneficiar o livre comércio sem sobrecarregar a população.
Fonte: Jornal Super Notícia / Sindipetro-MG / FUP