Pequenos Agricultores realizam manifestos em Vitória

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Até a próxima sexta-feira, os militantes do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) irão realizar ddiversos manifestos em Vitória alertando sobre os riscos dos alimentos transgênicos e reivindicando valorização à agricultura familiar.

O Sindipúblicos esteve reunido com as lideranças dos trabalhadores, que estão acampados no Centro Sindical dos Bancários, para levar apoio aos pequenos agricultores. “Precisamos de uma agricultura solidária, com a valorização do homem do campo. A luta deles reflete na qualidade da nossa alimentação diária. É preciso que sejam valorizados” comenta Gerson Correia de Jesus. 

Na manhã desta terça-feira (15), eles caminharam até a Assembleia Legislativa, para um ato de entrega do documento contendo as reivindicações do movimento em âmbito estadual. O mesmo documento já havia sido entregue nessa segunda-feira (14) ao secretário estadual de Agricultura, Ênio Bergoli, em reunião na sede da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag). 

À tarde, os militantes seguiram para o Palácio Anchieta, onde entregaram a pauta de reivindicações ao governador Renato Casagrande. 

Durante o trajeto, os mais de mil camponeses paravam em frente a prédios públicos e órgãos ligados à agricultura e ao licenciamento ambiental, para expressar seu descontentamento com os serviços públicos destinados aos camponeses e os benefícios fornecidos ao agronegócio.

Na frente da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), os camponeses alertaram sobre os graves problemas de saúde causados aos cidadãos urbanos pela comida transgênica e contaminada por agrotóxicos. No Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) denunciaram as liberações absurdas de licenciamentos ambientais ao agronegócio e às grandes empresas.

Em frente ao Centro do Comércio de Café de Vitória, o Palácio do Café, os camponeses reivindicaram a mudança nos preços de venda da saca do produto. Segundo os pequenos agricultores, se gasta muito mais do que vale a saca para produzir o café no sistema da agricultura familiar. “Tratem de mudar porque, se precisar, voltaremos para ocupar. Esse prédio também é nosso, somos os maiores produtores de café”, afirmou Clóvis Conte, da coordenação do MPA de São Gabriel da Palha. 

Durante toda a caminhada, os militantes convocavam os trabalhadores da cidade a se juntarem na luta pela defesa da agricultura camponesa, alertando sobre os perigos dos alimentos transgênicos – que podem causar alergias, dada a falta de informação sobre seus genes, além de exigir um maior uso de agrotóxicos para sua produção – e dos alimentos contaminados com agrotóxicos, que podem causar doenças como cânceres tanto em quem os aplica como em quem os consome.  

Nacional

Também nesta manhã, dois mil militantes do MPA do Nordeste ocuparam a 36ª Unidade de Pesquisa da Monsanto no Brasil, localizada no distrito de irrigação Nilo Coelho, em Petrolina-PE. A multinacional é produtora de transgênicos e agrotóxicos, além de deter a patente das sementes que produz, causando enormes impactos sociais e ambientais à população. A ocupação é um repúdio às ações da Monsanto e à expansão do agronegócio na região. 

Os eventos fazem parte da Jornada Nacional de Lutas por Soberania Alimentar, que começou nessa segunda-feira e terminará na próxima sexta-feira (18). A programação dos atos do MPA capixaba se encerra nesta quarta-feira (16), quando é comemorado o Dia Internacional da Alimentação, ou “Dia D” para os militantes. Nesse dia, em um ponto “estratégico” da capital do Espírito Santo, serão distribuídas 10 toneladas de alimentos produzidos no sistema da agricultura familiar, que não utiliza venenos.

Com informações de Século Diário